Segundo dados da O rganização Mundial da Saúde (O MS), a lombalgia – dor localizada na região entre as costelas inferiores e os glúteos – afeta aproximadamente 619 milhões de pessoas no mundo em 2020, sendo reconhecida como a principal causa de incapacidade global, com projeção de atingir 843 milhões de indivíduos até 2050.
Diagnóstico da Lombalgia e Fatores de Risco Epidemiológicos
A condição, definida como dor não específica na coluna lombar, apresenta alta complexidade etiológica, com cerca de 90% dos casos sem atribuição a uma única alteração estrutural, o que evidencia a interação de variáveis físicas, psicológicas e comportamentais na sua manifestação.
Jônatas Carolino, fisioterapeuta ortopédico especializado em reabilitação musculoesquelética, ressalta que a permanência prolongada em posturas estáticas – seja sentado ou em pé – compromete o fluxo sanguíneo e induz fadiga muscular, fatores que contribuem diretamente para a dor lombar e outras disfunções da coluna.
A lombalgia atinge 619 milhões de pessoas atualmente e deve chegar a 843 milhões até 2050, sendo a principal causa de incapacidade no planeta.
Repercussão Técnica e O rientações Preventivas
As recomendações da O SHA e do NIOSH apontam para pausas breves de cinco minutos a cada hora de trabalho em posturas estáticas como medida eficaz para mitigar o risco de lesões musculoesqueléticas, ao promover a circulação sanguínea e o alongamento ativo dos tecidos vertebrais.
Além da prática regular de exercícios físicos – incluindo fortalecimento muscular e atividades aeróbicas adaptadas – especialistas alertam que o sedentarismo e o desequilíbrio postural, como carregar cargas de forma unilateral, são fatores determinantes para o agravamento da lombalgia.



