A juíza federal María Eugenia Capuchetti ordenou a preservação das imagens das câmeras de segurança que registraram a entrada do senador Flávio Bolsonaro na Argentina. A determinação abrange órgãos como a Direção Nacional de Migrações, a Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (ARCA), a Polícia de Segurança Aeroportuária e a Gendarmeria Nacional.
Esses órgãos atuam no controle migratório no aeroporto de Puerto Iguazú, na Alfândega e na ponte internacional Tancredo Neves, locais por onde o senador e sua família teriam passado ao ingressar no país. A magistrada também solicitou que as migrações informem todos os registros de entrada de Flávio no território argentino.
Além disso, a juíza pediu que a Chancelaria esclareça se recebeu pedidos de cooperação de autoridades estrangeiras sobre a situação judicial ou migratória do senador. Ela ainda requisitou acesso à investigação conduzida pela Justiça Federal de Puerto Iguazú, que apura possíveis ilegalidades no ingresso de Flávio e familiares no país.
O contexto envolve denúncias apresentadas pelos parlamentares Gabriel Solano e Esteban Paulón, que alegam auxílio ilegal do governo Milei para facilitar a entrada do senador. Segundo Solano, o presidente Javier Milei teria utilizado recursos do Estado para executar uma manobra clandestina visando ajudar um foragido.
As pessoas denunciadas incluem o presidente Milei, o chanceler Pablo Quirno, a ministra da Segurança Alejandra Monteoliva e o assessor presidencial Santiago Caputo, este último citado por ter estado em Misiones para dar apoio a Flávio Bolsonaro.



