O julgamento do policial militar Carlos Fernando Dias Chaves, acusado da morte de Tiago Guimarães Dingo e Jorge Lucas Paes durante patrulhamento na Pavuna em 2015, foi adiado para 30 de setembro, às 13h, suspendendo a sessão prevista para a terça-feira (25).
Contexto Institucional e Histórico da Investigação
A apuração do caso revelou que, em outubro de 2015, o sargento da Polícia Militar confundiu o macaco hidráulico carregado por Jorge Lucas Paes com uma arma durante o patrulhamento do 41º Batalhão de Polícia Militar (BPM) na região da Pavuna, resultando em disparos que atingiram os jovens pelas costas, matando-os no local. A Polícia Civil conduziu investigação rigorosa, incluindo a reprodução simulada realizada em dezembro de 2015 para recriar a dinâmica dos disparos, com apoio do Batalhão de Choque na cena do crime.
O s antecedentes do caso incluem manifestações de moradores durante o enterro de Tiago Guimarães Dingo e a designação da Defensoria Pública do Rio como assistente de acusação, assumindo representação legal da família do jovem falecido para garantir os direitos processuais e a busca pela responsabilização criminal.
O policial responde pela morte de dois jovens baleados pelas costas durante um patrulhamento da Pavuna em outubro de 2015, com réplica da arma considerada uma confusão com um equipamento hidráulico.
Repercussão Jurídica e Próximos Desdobramentos
A Defensoria Pública do Rio manifestou-se formalmente sobre o adiamento, ressaltando a necessidade de rigor na apuração e defendendo a transparência do processo para garantir que a justiça seja efetivamente servida à família de Tiago Guimarães Dingo.
O novo prazo estabelecido para o julgamento permitirá maior tempo à defesa e ao Ministério Público para analisar as evidências técnicas, incluindo laudos periciais e testemunhos, enquanto o Tribunal Militar competente aguarda a retomada dos trabalhos com garantia de imparcialidade.



