O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, reage com ironia à reportagem da revista piauí que revelou sua participação em voo com aeronave de propriedade compartilhada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após viagem da Flórida para Brasília em janeiro de 2025, ao afirmar que 'a ainda bem que na época o avião era de Willer'.
Contexto Institucional e Procedimentos Apurados
A apuração da revista piauí confirmou que a aeronave utilizada pelo senador em janeiro de 2025 pertencia formalmente à Fraction 024 Administração de Bem Próprio S. A., sociedade anônima cuja estrutura acionária incluía Willer Tomaz, Daniel Vorcaro e uma terceira parte, configurando uma modalidade de propriedade compartilhada comum em operações de alto padrão no setor privado.
O inquérito aberto pela Polícia Federal em agosto de 2024 sobre fraudes previdenciárias inclui Willer Tomaz como investigado suspeito de envolvimento em lavagem de dinheiro, conforme consta nos autos da O peração Cadeia Negra, que já realizou busca e apreensão em sua residência no início do mês, apesar de seu advogado negar categoricamente qualquer envolvimento criminoso.
A aeronave utilizada pelo senador em janeiro de 2025 estava registrada à Fraction 024 Administração de Bem Próprio S. A., com três sócios efetivos, incluindo o investigado Willer Tomaz e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Repercussão Política e Desdobramentos Imediatos
A postura irônica adotada por Flávio Bolsonaro contrasta com a omissão quanto à participação real de Vorcaro no voo, reforçando uma estratégia de redirecionamento político que mira o governo Lula ao associar o escândalo a práticas já criticadas no âmbito do Executivo federal.
Especialistas jurídicos apontam que a omissão deliberada em declarar a associação com Vorcaro pode configurar impedimento ou infração ética para um candidato em exercício ou pré-candidato eleitoral, dependendo da interpretação do Código de Ética da Justiça Eleitoral.



