O antigo Clube do Servidor Civil, localizado às margens do Lago Paranoá na L4 Norte, será reinaugurado em 9 de dezembro como Senado Cultural. O local, que ficou fechado por 20 anos, será aberto para a comunidade com exposições e galerias, ressignificando um ponto marcante da memória de brasilienses das décadas de 1970 e 1980.
Desenvolvido a partir de 1973 e inaugurado em 1976 por determinação do então presidente Ernesto Geisel, o clube inicialmente atenderia servidores do Ministério da Educação e Cultura, mas foi ampliado para funcionários públicos de toda a capital. Após fechar em 1997, o espaço sofreu intensa depredação e abandono, com danos a postes, vidros, telhas e instalações elétricas.
A transformação do local em centro cultural foi idealizada em 2018 por Maria Cristina Monteiro, chefe do Serviço do Acervo Museológico do Senado. Após negociações, o terreno foi cedido por 50 anos e exigiu alterações no Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), uma vez que a área era destinada a clubes.
O projeto previa inicialmente a criação do Centro Cultural dos Poderes da União com a participação dos três poderes, mas apenas o Senado permaneceu na iniciativa. As obras também foram interrompidas temporariamente devido aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, que demandaram esforços na restauração de peças e estruturas danificadas.
O novo espaço contará com auditório, exposições, espaços de convivência, restaurantes e paisagismo assinado pelo Escritório Burle Marx. A exposição inaugural será “Senado em Movimento, 200 anos de História”, seguida por uma mostra do acervo museológico do Senado dividida em quatro espaços, incluindo uma área dedicada aos atos golpistas de 8 de janeiro.
Os ingressos serão gratuitos mediante registro na bilheteria para organização interna. A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, destacou que o espaço incluirá playground, coworking e local para palestras, definindo-o como um projeto grandioso e diferenciado para Brasília.
