Em 2020, durante as gravações do reality show Made in Japão, exibido pela Record, Serginho Hondjakoff foi retirado do programa após Luiza Ambiel alegar que o ator a agrediu sexualmente ao encostar as partes íntimas em seu corpo, fato que, segundo a ex-participante, ficou abafado por questões contratuais e pela pandemia; a defesa de Luiza foi protagonizada por Quitéria Chagas, que afirmou que o silêncio inicial se deu por imposição contratual e não por falta de denúncia imediata.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A apuração jornalística revelou que o episódio em questão ocorreu durante uma das provas do Made in Japão, quando Luiza Ambiel relatou que Serginho Hondjakoff aproximou-se de forma invasiva, configurando possível assédio sexual; a denúncia foi inicialmente silenciada, segundo Quitéria Chagas, por cláusulas contratuais que impediam a divulgação imediata do caso e foram reforçadas pelo contexto pandêmico subsequente, que paralisou as produções televisivas e dificultou a escuta de testemunhas.
Nos anos seguintes, o caso ganhou visibilidade com a publicação de declarações contrarias entre Luiza e o empresário Dino Boyer, que representa Serginho; Boyer afirmou que o ator abandonou o programa por problemas na coluna vertebral, desassociando a saída do episódio narrado por Ambiel, enquanto os advogados do artista já haviam sido formalmente acionados para responder à acusação judicialmente.
Quitéria Chagas alertou que os contratos do Made in Japão impediram a revelação imediata do caso de assédio e que o silêncio inicial não reflete a inexistência de fatos.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
Dino Boyer rebateu categoricamente a acusação ao afirmar que Serginho Hondjakoff deixou o Made in Japão em razão de problemas na coluna vertebral, não do episódio relatado por Luiza Ambiel; ele destacou que os advogados do ator já estão mobilizados para demandar a comprovação judicial da denúncia, exigindo que ela seja sustenta em processo formal.
A defesa de Serginho também se posicionou por meio de Alexandre Frota, que afirmou que o ator 'foi apedrejado' e não merece desculpas sem base factual; no âmbito institucional, a ausência de provas concretas até o momento mantém o caso em aberto, enquanto Quitéria Chagas insiste na necessidade de reflexão crítica sobre as acusações e nas barreiras estruturais que impedem denúncias tardias.



