Um grupo de aproximadamente 50 manifestantes invadiu a faixa de domínio da Linha 12-Safira da CPTM entre as estações São Miguel Paulista e Comendador Ermelino, na zona Leste de São Paulo, provocando o interrupção total do trânsito ferroviário das 5h às 6h30 da manhã desta sexta-feira (18), após atearem fogo em entulhos e pneus sobre os trilhos na avenida Doutor Assis Ribeiro, no Cangaíba.
Contexto Imediato e Descrição dos Fatos
A interrupção da operação da Linha 12-Safira ocorreu após a invasão da via férrea por indivíduos que, segundo a Polícia Militar, participavam de manifestação relacionada a demandas habitacionais, conforme informado pela CPTM; os participantes, portando cartazes e faixas, identificaram-se como moradores da região do Cangaíba, onde a ação se desenrolou sobre a avenida Doutor Assis Ribeiro, palco principal da operação de bloqueio.
Antecedentes indicam que a CPTM já enfrentava desafios estruturais na linha em questão, com histórico de atrasos e cancelamentos, enquanto a Secretaria Municipal de Habitação reconhece a necessidade de políticas habitacionais mais eficazes, o que justifica a insatisfação expressa pelos manifestantes que optaram pela via férrea como via de protesto.
A manifestação bloqueou o trânsito ferroviário por mais de uma hora, afetando milhares de usuários em horário de pico.
Repercussão O ficiais e Consequências Jurídicas
A CPTM acionou imediatamente o Sistema Paese para reencaminhar passageiros afetados, enquanto a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros atuaram no local para debruçar as chamas e restabelecer a segurança das vias; a operação foi formalmente finalizada às 6h30 com o retorno gradativo do serviço em trechos alternativos.
Autoridades municipais e estaduais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as demandas dos manifestantes, embora o Ministério Público do Trabalho tenha sido acionado para apurar eventuais violações de direitos trabalhistas decorrentes do bloqueio prolongado.
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