O novo boletim do Painel El Niño 2026-2027, divulgado pela equipe técnica conjunta dos órgãos federais de monitoramento meteorológico, climático, hidrológico e de riscos, atualiza a projeção de impactos do fenômeno no Brasil para o período de setembro a novembro, destacando um quadro de extremos climáticos com maior risco de precipitação intensa no Sul e déficit hídrico prolongado no Nordeste e Sudeste.
Contexto Institucional e Atualização Científica do Monitoramento
O Painel El Niño 2026-2027, elaborado em conjunto pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Serviço Geológico do Brasil (SGB), Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e Centro Gestor e O peracional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), consolida dados técnicos referentes ao trimestre pós-sazonal, compreendido por setembro, outubro e novembro.
A análise histórica indica que, durante fases intensas do fenômeno, o Sul brasileiro registra maior frequência de eventos extremos de precipitação, com potencial para cheias, alagamentos e deslizamentos geológicos, enquanto o Nordeste enfrenta seca mais acentuada e aumento da temperatura média, agravando o déficit hídrico nos reservatórios.
45% do Nordeste está em seca moderada em julho, com 47 dos 358 açudes monitorados pela ANA abaixo de 10% de capacidade.
Repercussão Técnica e Diretrizes para Gestão de Riscos
As entidades responsáveis pelo boletim reforçam a necessidade de ações preventivas em áreas vulneráveis, especialmente no Sul, onde a ausência quase total de déficit hídrico remanescente aumenta a suscetibilidade a eventos extremos.
Especialistas apontam que o atraso na primeira chuva significativa da primavera pode comprometer o estabelecimento das culturas no Centro-O este e acelerar a degradação dos reservatórios no Nordeste.
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