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Polícia

Muaná mobiliza Defesa Civil para conter incêndios e seca que ameaçam abastecimento e saúde

PorAlexandre AlencarVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 15:40
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Muaná mobiliza Defesa Civil para conter incêndios e seca que ameaçam abastecimento e saúde
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Prefeitura de Muaná, no arquipélago do Marajó, decretou situação de emergência em razão da seca, da estiagem e dos incêndios florestais, formalizada pelos decretos nº 062 e nº 063 assinados pelo prefeito Marcos Paulo Barbosa Pantoja e publicados no Diário Oficial do Pará em 1º
  • O Decreto nº 062 institui Situação de Emergência Nível II em todo o território municipal, classificando o desastre como de origem natural, com impactos na qualidade do ar, perda de biodiversidade, destruição da vegetação e risco à saúde por fumaça que agrava doenças respiratórias
  • O Decreto nº 063 estabelece emergência nas áreas rurais e ribeirinhas afetadas pela seca e estiagem, identificando localidades como Mato Grande, Limão e outras ao longo dos altos rios Anabijú, Tauá e Paritá, onde a redução do nível dos rios compromete o acesso à água potável para consumo humano e atividades produtivas
Resumo Editorial

Muaná mobiliza Defesa Civil e recursos estaduais para enfrentar seca extrema, com rios reduzidos a 30% do volume normal, ameaçando abastecimento de 12 mil pessoas e risco de surtos epidemiológicos em 30 dias.

A Prefeitura de Muaná, localizada no arquipélago do Marajó, decretou situação de emergência em decorrência da seca, da estiagem e dos incêndios florestais que assolam o município desde o início do ano, com efeitos adversos na qualidade do ar, na disponibilidade hídrica e na saúde pública, conforme registros oficiais divulgados no Diário O ficial do Estado do Pará.

Contexto Institucional e Executivo da Emergência

A análise dos decretos nº 062 e nº 063, publicados em 1º, revela uma estrutura administrativa coordenada que formaliza a urgência diante do agravamento das condições climáticas e ambientais no município, classificando o evento como desastre de origem natural com impacto multifacetado. A Situação de Emergência Nível II abrange todo o território municipal, abrangendo áreas urbanas, rurais e ribeirinhas, enquanto o Decreto nº 063 detalha a extensão geográfica das áreas críticas, incluindo localidades como Mato Grande, Limão e comunidades ao longo dos altos rios Anabijú, Tauá e Paritá, onde a redução drástica dos níveis hídricos compromete o acesso à água potável.

O s documentos técnicos elaborados pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil fundamentam a decisão com relatórios que atestam a concentração de partículas finas (PM2.5) acima dos limites recomendados pela O MS, a perda estimada de 30% da cobertura arbórea em áreas de preservação e a redução de 45% no débito médio dos rios principais, indicadores que justificam a mobilização de recursos estaduais e a convocação de voluntários para atividades de prevenção e assistência emergencial.

Ponto de Destaque

O nível dos rios Anabijú e Tauá caiu até 70% em relação à média histórica, comprometendo o abastecimento de mais de 12 mil habitantes nas áreas ribeirinhas.

Repercussão Jurídica e Mobilização Social

As medidas previstas nos decretos incluem a suspensão temporária de atividades agrícolas não essenciais, a fiscalização reforçada de queimadas em áreas de preservação e a criação de um plano emergencial para o transporte de água potável via caminhões cisterna, com meta de atender 80% das famílias afetadas até o final do mês. A prefeitura destacou que o orçamento emergencial destina R$ 2,3 milhões para ações imediatas, valor que representa 15% do caixa municipal atual, ampliado com verbas repassadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

As autoridades municipais informaram que um grupo técnico intersetorial será enviado ao Estado para articulación com o Governo Federal no âmbito do Programa Nacional de Adaptação à Seca (PNAS), visando garantir apoio logístico e financeiro para perfuração adicional de poços artesianos e implantação de sistemas alternativos de captação hídrica nas comunidades mais vulneráveis.

Atenção / Ponto Crítico
A falta contínua de água potável nas áreas ribeirinhas pode gerar surtos epidemiológicos em até 30 dias se não houver intervenção imediata das forças federais previstas nos decretos.

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