Na madrugada de sábado, 5 de setembro, a médica Gassi Paola de Souza Maria, de 37 anos, foi encontrada morta a golpes de faca no interior do próprio apartamento em Maringá (PR), ao lado do filho bebê que chorava inconsolavelmente no momento da localização do corpo.
Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) identificou o caso como feminicídio e, após receber denúncia de vizinhos que ouviram o choro prolongado do infante sem resposta da porta, acionou imediatamente a Polícia Militar (PMPR), que, em conjunto com o Samu e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBMPR), realizou o acesso ao imóvel por volta das 22h30. No local, foram constatadas quatro perfurações no tórax da vítima, que apresentava sinais claros de violência extrema, enquanto o bebê de poucos meses permanecia ao lado do corpo materno em estado de choque.
As investigações iniciais apontam que João Vitor Domingues Romeiro, 25 anos, ex-parceiro da vítima e funcionário comissionado na Prefeitura de Marialva, é o principal suspeito. Ele foi localizado em Mandaguari, a aproximadamente 30 km de Maringá, uma hora e meia após o crime, apresentando ferimentos cortantes no pescoço, o que reforça a suspeita de autoria e possível desentendimento violento.
A médica foi encontrada com quatro perfurações no tórax, ao lado do filho bebê que chorava no momento da localização do corpo.
Repercussão O ficial e Consequências Jurídicas
O Conselho Municipal de Marialva confirmou, por meio de nota oficial divulgada nas redes sociais, a exoneração imediata do cargo comissionado ocupado por João Vitor Domingues Romeiro após a divulgação de sua prisão por tentativa de feminicídio.
O Ministério Público do Paraná deve formalizar denúncia contra o suspeito com base nos elementos colhidos pela PCPR, incluindo os ferimentos no pescoço e o contexto doméstico agravado pela presença do menor dependente.



