Na quinta-feira (15), o Conselho Diretor da Agência Internacional de Energia (AIE) aprovou a acelerada liberação de cerca de 100 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas anunciadas pelo G7 em outubro, em resposta à pressão contínua sobre os mercados globais, especialmente do diesel, e com o total já ultrapassando 330 milhões de barris desde março. A entidade destacou que o volume total previsto deve superar 400 milhões de barris, com planos para ofertar mais de 20 milhões de barris de diesel no mínimo, visando mitigar a crise no comércio internacional de energia.
Contexto Institucional e O peracional da Decisão
O Conselho Diretor da AIE deliberou durante reunião extraordinária para acelerar a liberação dos volumes residuais das reservas estratégicas anunciadas inicialmente pelo G7 em outubro, diante da volatilidade persistente nos preços do diesel e da necessidade urgente de estabilização do comércio global. Desde março, cerca de 330 milhões de barris já foram disponibilizados pela ação coletiva dos países-membros, conforme comunicado oficial da agência, que ressaltou a colaboração heterogênea entre integrantes que superaram compromissos iniciais e outros que seguem o cronograma previsto. O objetivo é garantir que o total liberado ultrapasse os 400 milhões de barris originalmente previstos, com foco especial na demanda crítica por derivados refinados.
As negociações internas da AIE ocorreram após intensos relatórios técnicos sobre desequilíbrios no mercado de energia, especialmente no Golfo Pérsico, onde o estreito de O rmuz manteve-se como ponto crítico para o fluxo marítimo. A entidade ressaltou que os países com capacidade excedente devem intensificar a oferta de petróleo bruto e derivados, enquanto outros têm se comprometido a cumprir os prazos acordados, sob supervisão rigorosa dos mecanismos de monitoramento da própria agência.
Mais de 400 milhões de barris deverão ser liberados pela AIE até o término da ação coletiva iniciada em março, superando o volume inicialmente previsto.
Repercussão e Caminhos Futuros
A decisão da AIE reforça o caráter coordenado do esforço global, com autoridades europeias e asiáticas pressionando para que os prazos sejam cumpridos sem atrasos que comprometam a logística energética. O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, destacou em entrevista recente que o país participa ativamente dos mecanismos multilaterais para garantir estabilidade nos mercados internos e externos. A agência sinalizou que continuará avaliando dados em tempo real e comunicará ao G7 qualquer necessidade de medidas complementares para evitar novos choques no setor.



