Na sexta-feira (25), o presidente da Associação Vasco da Gama, Pedrinho, formalizou um apelo conjunto à Conmebol, à CBF, ao governo do Rio de Janeiro e ao Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (BEPE), requerendo autorização para que o clube realize seus jogos de maior relevância em São Januário, seu estádio histórico no Rio de Janeiro, em especial o duelo contra o Boca Juniors pela Copa Sul-Americana, marcado para 20 de outubro às 21h30 (Brasília).
Contexto Institucional e Desafios Regulatórios da Solicitação
A solicitação de Pedrinho confronta-se diretamente com a exigência da Conmebol de que os estádios utilizados em fases finais de competições continentais possuam capacidade mínima de 30 mil espectadores, um patamar significativamente superior aos 22 mil espectadores contemplados por São Januário, cujo layout histórico e limitações estruturais dificultam a adequação imediata.
O dirigente vascaíno destacou que já encaminhou ofício ao consórcio que administra o Maracanã em busca de resposta, mas até o momento permanece sem respaldo institucional, além de questionar a viabilidade operacional do BEPE e do poder público na garantia de segurança para eventos com menor capacidade assistencial, citando a diferença entre a programação de festas com até 1 milhão de pessoas no réveillon carioca e a restrição prática para a realização de jogos com público estimado entre 1500 e 2000 espectadores em São Januário.
São Januário possui capacidade aproximada para 22 mil espectadores, abaixo do mínimo exigido pela Conmebol de 30 mil lugares para fases finais de competições continentais.
Repercussão O ficiais e Desdobramentos Estratégicos
A Conmebol ainda não se pronunciou formalmente sobre a solicitação do Vasco, mas fontes próximas ao comando da entidade indicam que a aprovação dependerá da comprovação técnica das adequações estruturais e da garantia real de segurança por parte do BEPE e das autoridades municipais.
Pedrinho reiterou que o clássico contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro será demandado em São Januário assim que as autorizações necessárias forem concedidas, enfatizando que o clube dispõe do próprio estádio e requer apenas liberação dos órgãos competentes para efetivar a operação sem custos adicionais ao erário público.



