O Senado do Paraguai retoma nesta sexta-feira (6/11), a partir das 10h, a sessão de julgamento do impeachment do presidente Santiago Peña, na qual ele deverá apresentar sua defesa. Pelas redes sociais, Peña confirmou que comparecerá ao Congresso e afirmou que exercerá seu direito à defesa com argumentos e provas, com respeito à Constituição e às instituições da República.
O julgamento no Senado começou às 19h45 de quinta-feira (5/11), depois que a Câmara dos Deputados aprovou a acusação contra Peña. Na sessão, sete deputados apresentaram os argumentos da acusação, composta por Rodrigo Blanco, Raúl Benítez, Rocío Vallejo, Adrián Vaesken, Pedro Gómez, Mauricio Espínola, Luis Fernando Franco e Carlos Núñez Salinas. A audiência foi interrompida às 21h.
O pedido de impeachment foi apresentado por um grupo de deputados na quarta-feira (4/11). Um dia depois, Peña anunciou a renúncia em vídeo nas redes sociais, dizendo que 'nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai'. A renúncia não foi aceita, e a Câmara aprovou a abertura do processo de impeachment. O caso foi ao Senado, que iniciou o julgamento na própria quinta-feira.
Depois da apresentação da defesa, os parlamentares deverão analisar as provas, ouvir os argumentos das partes e realizar uma votação nominal. A intenção é terminar todo o processo ainda nesta sexta. Ao todo, são necessárias cinco sessões para a análise: a primeira ocorreu na noite de quinta, a segunda será na manhã desta terça, a terceira será dedicada à apresentação e avaliação das provas a partir das 13h, a quarta será um debate para apresentação dos argumentos finais e, à noite, está prevista a votação.
O presidente é acusado de favorecer o Grupo Vázquez, controlador do Ueno. Peña foi acionista do grupo até março de 2025. Ele também é acusado de omissão na fiscalização por parte do Banco Central do Paraguai (BCP), cujo presidente anterior, Carlos Carvallo, dirigiu o banco digital até 2023. Ainda pesa contra o presidente uma suposta intervenção indevida no IPS (órgão que administra as aposentadorias e a saúde dos trabalhadores). O Ueno Bank administrava quase R$ 4,5 bilhões em recursos públicos, incluindo Previdência.



