Mais de 204 mil eleitores do Rio de Janeiro registraram votos nulos ao selecionar o número 13 nas urnas eletrônicas durante o primeiro turno das eleições estaduais de 2026, realizado em 4 de outubro, conforme constatado pelo Registro Digital de Votos (RDV), fato que configurou o segundo maior contingente de anulação numérica para governador, atrás apenas do número 00.
Contexto Institucional e Apuração dos Dados Eleitorais
O levantamento técnico divulgado pelo Conselho Regional Eleitoral do Rio de Janeiro apurou que 204.309 sufrágios foram contabilizados com o número 13 em 37.675 seções eleitorais distribuídas em 92 municípios, representando 5,45% do total de votos válidos registrados na urne eletrônica para governador no primeiro turno.
Essa ocorrência se insere em um cenário mais amplo de protestos simbólicos ao sistema partidário, já que o número 13 é historicamente associado à candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora não tenha correspondido a nenhum candidato à chefia do Executivo Estadual, onde Lula apoiava Eduardo Paes (PSD), porta-voz do número 55.
Mais de 204 mil eleitores anularam seus votos ao escolherem o número 13, que segundo dados oficiais do RDV representa o segundo maior contingente de votos nulos para governador do Rio de Janeiro.
Repercussão Institucional e Diretrizes Jurídicas
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro confirmaram a validade dos votos nulos registrados com o número 13, ressaltando que tais manifestações não invalidam o resultado oficial da disputa, mas evidenciam insatisfação institucional com a representatividade dos candidatos.
Especialistas em direito eleitoral apontam que, embora o número 13 não tenha sido vinculado a candidatura estadual, sua recorrência pode gerar debate sobre a need for clarification of ballot numbering in future elections to prevent unintended electoral interference.



