Em entrevista exclusiva à coluna de saúde do jornal, a nutricionista Sabina Donadelli alerta que o hábito de ingerir água com sal em jejum pode comprometer seriamente a função renal, enquanto recomenda o consumo equilibrado de peixes ricos em ômega-3, ovos e frutas coloridas como estratégias eficazes para preservar a saúde cognitiva.
Contexto Científico e Recomendações Nutricionais
A nutricionista Sabina Donadelli, referência reconhecida em nutrição funcional, destacou que o cérebro humano exige ingestão constante de ácidos graxos essenciais, vitaminas e minerais para manter sua atividade sináptica ótima, fator crítico no combate ao declínio cognitivo associado à longevidade; nesse sentido, o consumo regular de peixes como sardinha, salmão, atum e cavalinha — fontes ricas em ômega-3 — deve ser incorporado à dieta com frequência, pois esses nutrientes participam diretamente da estruturação das membranas neuronais e da produção de neurotransmissores cruciais para memória e concentração.
Além disso, ela enfatiza a necessidade de evitar práticas alimentares prejudiciais, como o jejum prolongado com água salina, que sobrecarrega os rins e pode desencadear disfunções renais progressivas, além de recomendar uma dieta variada e equilibrada, pois a ausência de diversidade nutricional compromete a disponibilidade de elementos-chave para a saúde cerebral, tornando insustentável a ideia de que um único alimento pode garantir benefícios cognitivos sem o suporte de uma alimentação integral.
O consumo regular de peixes ricos em ômega-3, como sardinha e salmão, contribui diretamente para a manutenção das membranas neuronais e funções cognitivas essenciais ao cérebro.
Repercussão Técnica e O rientação Profissional
As declarações da especialista geraram ampla repercussão no cenário nutricional, com órgãos como o Conselho Federal de Nutrição destacando a importância de orientar a população sobre os riscos do jejum com sal e a necessidade de supervisão médica em casos de alterações cognitivas frequentes.
Profissionais da saúde reforçam que a alimentação pode ser aliada poderosa na preservação da saúde cerebral, mas não substitui avaliação clínica detalhada, especialmente quando sintomas como esquecimento recorrente ou perda de concentração interfiram nas atividades cotidianas.



