Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, presidente do TST, defendeu que os ambientes profissionais estejam livres do que chamou de "adoecimento silencioso" provocado pelo vício em apostas on-line, conhecido como bets. Segundo ele, a compulsão por jogos afeta diretamente as relações de trabalho e a Justiça do Trabalho já acompanha ações relacionadas aos efeitos dessas apostas.
O magistrado citou dados do Ministério do Trabalho e Emprego que mostram um salto nos afastamentos por incapacidade temporária ligados à ludopatia: de 67 casos em 2023 para 361 em 2025. Ele afirmou que a Justiça do Trabalho acompanha com atenção as discussões sobre o tema, especialmente após a medida provisória que proibiu as bets ser contestada no Supremo Tribunal Federal.
Em nota, o presidente reiterou o compromisso inegociável com a preservação da dignidade humana e destacou que nenhum espaço profissional pode permitir o adoecimento silencioso decorrente de compulsões ampliadas pelas novas tecnologias. O debate sobre a proibição das apostas on-line também envolve governo, clubes de futebol e entidades empresariais, com posições divergentes sobre impactos econômicos e saúde pública.



