Na tarde do dia 5 de julho, durante o confronto entre torcedores do Clube do Remo e do Flamengo no acesso ao Lado B do Estádio O límpico do Pará, o Mangueirão, a Polícia Federal autuou a instituição e a empresa de vigilância contratada por infrações graves ao Estatuto da Segurança Privada, em razão da ausência de aprovação prévia do projeto de segurança e da atuação de profissionais sem capacitação específica para eventos com público superior a mil pessoas.
Contexto Institucional e Cumprimento Legal da Fiscalização
A O peração de Fiscalização da Polícia Federal realizada na 26ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro revelou irregularidades estruturais no plano de segurança privada do evento, que reuniu mais de 45 mil torcedores no Mangueirão. Conforme consta no relatório técnico da PF, o projeto apresentado não atendeu aos requisitos mínimos estabelecidos pela Instrução Normativa DG/PF nº 340/2026, que exige análise de risco por gestor especializado e comunicação formal com 24 horas de antecedência; além disso, os vigilantes responsáveis não comprovavam ter realizado o curso de extensão obrigatório para atuação em eventos de grande porte.
O descumprimento das normas não configurou apenas falha administrativa, mas configurou risco concreto à ordem pública, já que a falta de estrutura técnica e legal foi identificada como fator determinante para a eclosão do tumulto entre as torcidas organizadas no horário de acesso ao estádio.
Mais de 45 mil torcedores foram reunidos no Mangueirão sem segurança mínima exigida por lei.
Repercussão O ficiosa e Desdobramentos Imediatos
A Polícia Militar interveio com tiros de borracha para conter a correria registrada na entrada do Lado B, mas até o fechamento desta edição não havia confirmação oficial da Secretaria de Estado de Segurança Pública sobre feridos ou prisões, gerando incerteza quanto aos efeitos reais do incidente.
O Clube do Remo ainda não se manifestou publicamente sobre as autuações aplicadas, enquanto a empresa responsável pela vigilância deve apresentar defesa formal no prazo estabelecido pelo Ministério da Justiça.



