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Polícia

PF autua Remo e empresa de vigilância por falha de segurança no Mangueirão

PorDaniel VinagreVerificadoOrtografia IAPublicado Há 51 min
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PF autua Remo e empresa de vigilância por falha de segurança no Mangueirão
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Polícia Federal autuou o Clube do Remo e a empresa de vigilância contratada para o confronto contra o Flamengo na 26ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro no Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão).
  • A fiscalização identificou falta de aprovação prévia do projeto de segurança exigido pelo Estatuto da Segurança Privada, apresentado fora do prazo regulamentar, e a atuação de vigilantes sem o curso específico para eventos com público superior a mil pessoas.
  • Confrontos entre torcedores do Remo e Flamengo ocorreram na área externa do estádio, no Lado B do Mangueirão, gerando correria e intervenção da Polícia Militar com uso de tiros de borracha, apesar de ausência de confirmação oficial sobre feridos ou prisões.
Resumo Editorial

A PF autuou o Remo e a empresa de vigilância por sérias falhas de segurança no Mangueirão, com mais de 45 mil pessoas presentes, configurando risco à ordem pública.

Na tarde do dia 5 de julho, durante o confronto entre torcedores do Clube do Remo e do Flamengo no acesso ao Lado B do Estádio O límpico do Pará, o Mangueirão, a Polícia Federal autuou a instituição e a empresa de vigilância contratada por infrações graves ao Estatuto da Segurança Privada, em razão da ausência de aprovação prévia do projeto de segurança e da atuação de profissionais sem capacitação específica para eventos com público superior a mil pessoas.

Contexto Institucional e Cumprimento Legal da Fiscalização

A O peração de Fiscalização da Polícia Federal realizada na 26ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro revelou irregularidades estruturais no plano de segurança privada do evento, que reuniu mais de 45 mil torcedores no Mangueirão. Conforme consta no relatório técnico da PF, o projeto apresentado não atendeu aos requisitos mínimos estabelecidos pela Instrução Normativa DG/PF nº 340/2026, que exige análise de risco por gestor especializado e comunicação formal com 24 horas de antecedência; além disso, os vigilantes responsáveis não comprovavam ter realizado o curso de extensão obrigatório para atuação em eventos de grande porte.

O descumprimento das normas não configurou apenas falha administrativa, mas configurou risco concreto à ordem pública, já que a falta de estrutura técnica e legal foi identificada como fator determinante para a eclosão do tumulto entre as torcidas organizadas no horário de acesso ao estádio.

Ponto de Destaque

Mais de 45 mil torcedores foram reunidos no Mangueirão sem segurança mínima exigida por lei.

Repercussão O ficiosa e Desdobramentos Imediatos

A Polícia Militar interveio com tiros de borracha para conter a correria registrada na entrada do Lado B, mas até o fechamento desta edição não havia confirmação oficial da Secretaria de Estado de Segurança Pública sobre feridos ou prisões, gerando incerteza quanto aos efeitos reais do incidente.

O Clube do Remo ainda não se manifestou publicamente sobre as autuações aplicadas, enquanto a empresa responsável pela vigilância deve apresentar defesa formal no prazo estabelecido pelo Ministério da Justiça.

Atenção / Ponto Crítico
Autuação pelo descumprimento do Estatuto da Segurança Privada pode acarretar multa administrativa e suspensão temporária da autorização para realização de eventos com grande público.

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