Líderes políticos já começam a debater a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2028. Aliados do governador Tarcísio de Freitas defendem a indicação de um nome próximo à sua gestão, enquanto setores da esquerda acreditam que o resultado recente das eleições criou condições mais favoráveis para a disputa na capital paulista.
O campo da direita ainda não chegou a um acordo entre o grupo do governador e o prefeito Ricardo Nunes sobre a sucessão. Aliados de Tarcísio apontam que o candidato deve ter ligação com o governador, sem que seja necessariamente a escolha do atual prefeito.
Lideranças da direita consideram que o desempenho eleitoral deste ano enfraqueceu politicamente Nunes, mesmo após esforços para apoiar Flávio Bolsonaro na região metropolitana. Lula obteve vantagem maior na capital e venceu em diversas cidades da Grande São Paulo.
A esquerda enxerga esse cenário com otimismo, considerando o desempenho de Lula na capital e na região metropolitana como indicativo positivo para lançar uma candidatura competitiva em 2028.
A composição dos ministérios do governo federal e do secretariado estadual também entra nas movimentações, pois cargos de maior visibilidade podem projetar potenciais candidatos à Prefeitura de São Paulo.
No grupo do prefeito Ricardo Nunes, são citados Fabrício Cobra, Edson Aparecido e Sidney Cruz, sendo este último visto como favorito do prefeito segundo fontes.
O bolsonarismo pode lançar candidatura própria, com o vice-prefeito Mello Araújo como uma das opções, embora ainda não esteja definido se ele terá apoio do prefeito ou disputará independente dele. Aliados relatam que a relação entre Nunes e Mello Araújo não é alinhada.
Outros nomes cogitados para a direita incluem Rodrigo Garcia, Guilherme Derrite e Ricardo Salles.
Entre os nomes da esquerda estão Luna Zarattini, Guilherme Boulos, Tabata Amaral e Simone Tebet.



