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Política

MP Eleitoral orienta prefeituras contra assédio e uso indevido de estruturas públicas

PorElielson AlmeidaVerificadoOrtografia IAPublicado Há 56 min
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MP Eleitoral orienta prefeituras contra assédio e uso indevido de estruturas públicas
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Ministério Público Eleitoral (MPE) recomendou que as prefeituras de Irituia e São Miguel do Guamá, no nordeste do Pará, adotem medidas para impedir assédio eleitoral contra servidores públicos e o uso da estrutura municipal em campanhas
  • O procedimento investigativo apura suposta participação de servidores em atos político-eleitorais durante o expediente e uso de recursos públicos em benefício de candidaturas, incluindo um episódio em 25 de agosto de 2026, quando unidades públicas municipais de Irituia teriam reduzido ou interrompido atendimentos durante uma carreata
  • Os municípios têm 48 horas para informar ao MPE se irão cumprir as medidas e comprovar sua divulgação, sob pena de medidas judiciais e extrajudiciais
Resumo Editorial

MPE proíbe prefeituras de Irituá e São Miguel do Guamá de usar estruturas públicas e assediar servidores em campanhas eleitorais, com prazo de 48 horas para resposta.

Em mais uma investigação que expõe tensões entre prerrogativas do serviço público e práticas eleitorais, o Ministério Público Eleitoral (MPE) recomendou medidas para impedir assédio contra servidores públicos e o uso indevido de estruturas municipais em campanhas em Irituia e São Miguel do Guamá, no nordeste do Pará.

Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração

A recomendação foi proferida após apuração conduzida pela 11ª Zona Eleitoral, que apura suposta participação de servidores públicos em atividades político-eleitorais durante o horário de expediente e uso indevido de bens, serviços e estruturas administrativas municipais em benefício de candidaturas.

O procedimento investigativo, iniciado em razão de indícios de condicionamento funcional e uso político da administração pública, inclui um episódio ocorrido em 25 de agosto de 2026, quando unidades municipais de Irituá teriam reduzido ou interrompido atendimentos durante a passagem de uma carreata eleitoral, configurando possível abuso de poder e constrangimento de servidores.

Ponto de Destaque

A recomendação afeta servidores públicos em duas prefeituras do nordeste paraense e estabelece prazo de 48 horas para resposta ao Ministério Público Eleitoral.

Repercussão Jurídica e Desdobramentos Administrativos

O MPE destacou que a conduta viola princípios da isonomia e da imparcialidade do serviço público, reiterando que servidores não podem ser pressionados ou ameaçados por participar ou se recusar a participar de atos políticos, sob pena de responsabilização administrativa, eleitoral e até criminal.

O s municípios têm 48 horas para comprovar o cumprimento da recomendação e a efetiva divulgação das medidas aos órgãos públicos, sob risco de abertura de procedimentos judiciais e extrajudiciais por parte do Ministério Público.

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Atenção / Ponto Crítico
O s municípios têm 48 horas para informar ao MPE se irão cumprir as medidas e comprovar sua divulgação, sob pena de medidas judiciais e extrajudiciais.

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