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Economia

Delegada da PF acusa Vorcaro de fraude com carteiras de crédito falsas e dono do Banco Master nega crime

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 17:28
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Delegada da PF acusa Vorcaro de fraude com carteiras de crédito falsas e dono do Banco Master nega crime
Fatos Rápidos da Notícia
  • Daniel Vorcaro foi indiciado por gestão fraudulenta, fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro
  • Delegada Janaína Palazzo aponta prejuízo contábil de R$ 2,2 bilhões ao BRB com carteiras falsas
  • Carteiras teriam créditos inexistentes originados na Tirreno e repassadas pelo Banco Master
Resumo Editorial

Daniel Vorcaro foi indiciado por gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro após depoimento no qual a delegada Janaína Palazzo apontou prejuízo de R$ 2,2 bilhões ao BRB decorrente de supostas carteiras de crédito inexistentes originadas na Tirreno e repassadas pelo Banco Master.

Em depoimento prestado à Polícia Federal em 15 de outubro, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi acusado pela delegada Janaína Palazzo de envolvimento em fraude relacionada a carteiras de crédito falsas. A oitiva foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal no dia 29 de outubro, após o indiciamento de Vorcaro por gestão fraudulenta, prestação de informação falsa, fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A delegada afirmou que a fraude ocorreu quando o empresário teria internalizado em seu banco uma carteira de dados trazida pelo sócio ou ex-sócio Augusto Lima. Segundo Palazzo, houve uma baixa contábil de R$ 2,2 bilhões no Banco de Brasília decorrente dessas carteiras, que teriam créditos inexistentes originados na Tirreno e repassadas ao BRB pelo Banco Master. Ela destacou que, para ela, trata-se de um valor muito elevado.

Vorcaro negou ter causado prejuízo ao BRB e questionou se a delegada possuía provas contra ele. O empresário declarou que nunca negou problemas com a Tirreno, mas que a questão foi resolvida anteriormente. Ele explicou que substituiu ativos do banco com recursos próprios e ativos pagos pelo BRB, agindo em boa-fé, e provocou a Polícia Federal perguntando se haveria alguém com coragem para entender a situação.

Palazzo rebateu ao afirmar que ações financeiras não apagam o ocorrido e mencionou uma tentativa desesperada do Distrito Federal para obter empréstimo junto ao BRB. O Governo do DF solicitou R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito, mas a recusa da União em conceder aval travou a negociação.

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Tags:fraude

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