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Grupo Skaf inicia recuperação judicial no Pará com dívida de 12,6 milhões

PorEstado do Pará OnlineVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 00:37
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Grupo Skaf inicia recuperação judicial no Pará com dívida de 12,6 milhões
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Justiça de Novo Progresso autorizou o Grupo Skaf e dois produtores rurais a iniciar processo de recuperação judicial com passivo de R$ 12,66 milhões
  • O grupo tem 60 dias para apresentar plano de recuperação judicial à justiça
  • Credores têm 15 dias para apresentar pedidos de inclusão de créditos ou divergências e 30 dias para objecções ao plano
Resumo Editorial

Grupo Skaf busca recuperação judicial no Pará com passivo de R$ 12,66 milhões, tendo 60 dias para propor plano viável sob supervisão da Vara Cível e Empresarial de Novo Progresso.

A Justiça de Novo Progresso autorizou o Grupo Skaf e dois produtores rurais a dar início ao processo de recuperação judicial com passivo total de R$ 12,66 milhões, concedendo prazo de 60 dias para apresentação do plano de quitação dos débitos, sob supervisão da Vara Cível e Empresarial da Comarca local, conforme edital publicado no Diário O ficial do Estado em 14 de novembro.

Contexto Institucional e Procedimental da Decisão Judicial

A decisão foi proferida pela Vara Cível e Empresarial de Novo Progresso após análise documental que comprovou a situação financeira crítica vivida pelo Grupo Skaf, empresa de representação comercial sediada no município com atividades agropecuárias e de insumos, e os produtores rurais Fernando Lobo Ribeiro Skaf e Gabriella Santos Guimarães Skaf, cujas operações ocorrem nas regiões de Novo Progresso e Altamira. A petição inicial, protocolada em 2018, identificou a crise como consequência da combinação entre o aumento dos custos de produção, o encarecimento do crédito rural e a queda acentuada nas receitas decorrentes das flutuações do mercado agropecuário.

Antecedentes recentes indicam que o setor agropecuário do oeste paraense enfrenta desafios estruturais, incluindo a volatilidade dos preços internacionais dos grãos, a limitação de linhas de crédito em condições favoráveis e a sobrecarga das despesas operacionais. Diante desse cenário, o deferimento do processo permite que os devedores busquem reestruturação financeira sem a imediata penhora de bens, mantendo a possibilidade de negociação direta com os credores para elaboração de plano viável.

Ponto de Destaque

O Grupo Skaf terá 60 dias para apresentar plano de recuperação judicial com passivo totalizando R$ 12,66 milhões.

Repercussão Legal e Desdobramentos Estratégicos

A Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público do Trabalho não intervieram no processo, mantendo posição técnica neutra diante da solicitação, enquanto a Associação Brasileira dos Produtores Rurais (ABPR) classificou a medida como instrumento legítimo para preservação das atividades rurais diante da crise financeira.

Especialistas em direito empresarial apontam que a efetivação do plano dependerá da aceitação dos credores e da capacidade demonstrada pelos requerentes em equilibrar as obrigações com as receitas futuras, sob pena de conversão do processo em falência caso não haja aprovação no prazo estabelecido.

Atenção / Ponto Crítico
Credores dispõem de 15 dias para incluir créditos ou divergir valores e 30 dias para objecções ao plano judicial.

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