Às 0h da sexta-feira, 4, bancários de bancos públicos e privados no Estado do Pará iniciaram greve por tempo indeterminado após rejeição às propostas da Campanha Salarial 2026, em decisão tomada em assembleia pelo Sindicato dos Bancários do Pará, que representa os profissionais das instituições financeiras locais. A paralisação afeta o atendimento presencial em municípios paraenses e conta com a exclusão dos funcionários do Banpará, que optaram não aderir à manifestação, enquanto o Banestado e outros bancos públicos permanecem sem definição formal sobre adesão ao movimento. O contexto imediato evidencia um impasse salarial prolongado entre representantes sindicais e instituições financeiras, com a categoria alegando que as ofertas não contemplam demandas estruturais como reajustes inflacionários e reestruturação de carreiras.
Contexto Institucional e Histórico da Greve
A decisão de paralisar atividades foi aprovada por unanimidade em assembleia extraordinária realizada na sede do Sindicato dos Bancários do Pará, órgão que coordena as negociações coletivas desde 2023, após análise detalhada das propostas submetidas pelas instituições financeiras durante a Campanha Salarial 2026, período regulado pela Convenção Coletiva de Trabalho vigente até 31 de março de 2026. O s bancários apontam que as propostas incluem reajustes nominais inferiores à inflação acumulada nos últimos 12 meses, ausência de reposição salarial mínima para categorias com menor poder aquisitivo e congelamento de benefícios estruturais, como auxílio-transporte e plano de saúde, configurou descumprimento de cláusulas pactistas anteriores.
Além das demandas econômicas, o sindicato denuncia a ausência de compromisso formal com a revisão de critérios de promoção profissional e estabilidade no emprego diante de reestruturações digitais nos bancos, fatores que têm impacto direto na qualidade dos serviços prestados à população. A greve, descartaida inicialmente como medida pontual, ganhou contornos definitivos com a publicação oficial do edital de paralisação em diário oficial estadual no dia 30 de abril, sinalizando preparo técnico para uma ação sustentada no tempo.
A greve dos bancários no Pará, iniciada às 0h da sexta-feira (4), permanece sem prazo definido para conclusão até houver avanços nas negociações salariais entre sindicato e instituições financeiras.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
O Banpará comunicou formalmente que seus servidores não participarão da greve, mantendo os serviços essenciais em operação normal nos 27 municípios onde atua, conforme disposto em ofício conjunto aos ministérios da Justiça e da Economia no dia 3 de maio. A instituição classificou a paralisação como 'medida unilateral' e acionou canais jurídicos para apurar eventual configuração de ato ilícito por parte dos bancários que descumprirem obrigações contratuais. Já o Ministério Público Federal no Pará notificou o sindicato sobre a possibilidade de responsabilização civil por danos decorrentes da paralisação não autorizada, citando precedentes do STF sobre o direito de greve versus dever mínimo de serviço público.
Profissionais autônomos vinculados a corretoras independentes e cooperativas de crédito manifestaram solidariedade com os bancários, enquanto representantes das entidades financeiras pediram ao governo federal mediação urgente para evitar colapso no acesso a crédito rural e serviços digitais críticos nas regiões mais remotas do estado.



