Na quarta-feira (30), o Tribunal de Justiça de São Paulo formalizou a ré v. Soldado da Polícia Militar Vinicius Costa Silva, 26 anos, pela morte da esposa, a técnica em radiologia Larissa da Cruz Morata, 29, ocorrida em Embu das Artes, na Grande São Paulo, após o MP-SP consolidar a denúncia apresentada em 26 de setembro e converter a prisão temporária em preventiva, medida decretada sob sigilo processual e respaldada por laudos periciais que desconstruíram a versão inicial de homicídio simulado como suicídio.
Contexto Processual e Evidências Periciais
O processo, movido sob estrita sigilo conforme determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo, teve sua investigação aprofundada por meio de exames periciais conduzidos pelo IML e Instituto de Criminalística, os quais identificaram trajetória do projétil inconsistente com a narrativa inicial apresentada pelo policial - descrita como 'de trás para frente e da esquerda para a direita' -, além da constatação de 16 equimoses distribuídas nas mãos, pés, joelhos e perna esquerda da vítima, evidências que corroboram a teoria de aplicação violenta múltipla e contradizem a hipótese de autolesão.
Antecedentemente à prisão preventiva decretada em 30 de setembro de 2023, Vinicius havia sido detido temporariamente em 7 de setembro durante o velório da esposa, permanecendo à disposição da Justiça no Presídio Militar Romão Gomes, enquanto sua defesa, representada pelo advogado Roberto Montanari, mantém a alegação de suicídio com base em mensagens e áudios atribuídos à vítima que teriam relatado sofrimento emocional e pensamentos autodestrutivos.
A trajetória do projétil foi registrada como 'de trás para frente e da esquerda para a direita', evidenciando irregularidade na dinâmica da cena crime.
Repercussão Legal e Desdobramentos Futuramente
A decisão do tribunal reforça a seriedade com que o Ministério Público encarou o caso, mantendo a prisão preventiva como medida cautelar diante das evidências periciais que afastam a versão suicida e apontam possível homicídio doloso.
A defesa ainda não se manifestou publicamente sobre o teor definitivo da denúncia, enquanto o processo segue sob sigilo, com novas audiências previstas para apreciação das testemunhas e perícias complementares.



