Entre 16 de julho e 13 de outubro de 2026, o Estado do Pará registrou 8.625 focos de incêndio segundo dados da TerraBrasilis, plataforma vinculada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), enquanto 637 ocorrências entre janeiro e outubro deste ano atingiram a rede de distribuição da Equatorial Pará, superando em muito o total de 1.323 registrados no mesmo período de 2025, evidenciando uma crise energética amplificada pelo cenário climático adverso.
Contexto Climático e Geográfico dos Incêndios
O Inpe identificou que os municípios mais afetados pelo surto de incêndios foram Altamira, com 1.725 focos, São Félix do Xingu (1.341), Itaituba (1.190), Jacareacanga (766) e Novo Progresso (726), concentrando mais da metade dos registros em áreas de vegetação nativa sujeita à estiagem prolongada, enquanto Portel (500), Uruará (424), Trairão (419) e Aveiro (362) completam o ranking regional.
A Equatorial Pará documentou que, de janeiro a outubro de 2026, houve 637 interrupções na rede elétrica causadas por focos de fogo, um aumento significativo em relação aos 1.323 registros do ano anterior, refletindo a intensificação das queimadas e seu impacto direto sobre a infraestrutura crítica.
O Estado registrou 8.625 focos de incêndio entre julho e outubro de 2026, enquanto 637 ocorrências atingiram a rede elétrica da Equatorial Pará no mesmo período.
Repercussões Técnicas e Sociais das Interrupções
Elton Lucena, executivo de Segurança da Equatorial Pará, alertou que o contato direto entre as chamas e a rede elétrica pode provocar rompimento de fios, queda de postes e danos irreversíveis a transformadores, comprometendo o fornecimento a hospitais, escolas e sistemas essenciais como captação de água.
As equipes de manutenção enfrentam restrições operacionais devido à proximidade dos focos com a infraestrutura, aumentando riscos acidentais e prolongando o tempo médio de restauração que ultrapassa 72 horas em casos críticos.



