A pesquisa Quaest/Pax, divulgada na sexta-feira (18), apurou que 28% dos brasileiros, por meio de entrevista presencial a 2.004 indivíduos entre 16 e 59 anos de idade, identificam a violência como o principal problema enfrentado no país, fato que se configura em reflexo da percepção pública em um cenário de tensão social e instabilidade institucional, com a maioria dos entrevistados destacando o agravamento contínuo dos índices de criminalidade nos últimos dois anos.
Diagnóstico Social e Segmentação Demográfica da Percepção sobre a Violência
A análise detalhada revelou que a violência supera corrupção (22%), economia (19%) e saúde (15%) como prioridade nacional, com destaque para a percepção feminina (29%) e masculina (25%), bem como para a predominância do indicador entre os mais idosos (38%) e na região Nordeste (35%), onde o acesso limitado a serviços públicos e a maior exposição à vulnerabilidade social ampliam a sensibilidade ao tema.
Além dos fatores regionais, os dados apontam que 70% dos entrevistados consideram que a violência aumentou significativamente nos últimos dois anos, sendo esse percentual ainda mais expressivo entre mulheres (76%), configurando um panorama de crescente inquietação social que exige respostas estruturadas e baseadas em evidências.
28% dos brasileiros consideram a violência o principal problema nacional, superando corrupção, economia e saúde como prioridade pública.
Repercussão Institucional e Desafios para as Polícias
As instituições de segurança, particularmente as polícias estaduais e federais, mantêm avaliação superior à dos poderes executivos e judiciários, com destaque para a Polícia Militar (45%), Polícia Federal (44%) e Polícia Civil (41%), conforme apuração da pesquisa.
Diante da percepção de ineficácia no combate às facções criminosas – avaliada negativamente por 43% dos entrevistados – e da insatisfação com o combate à violência contra a mulher – com avaliação negativa superior à positiva em 39% –, as autoridades federais têm reforçado esforços para aprimorar operações integradas e políticas públicas específicas, enquanto o Judiciário enfrenta pressão para acelerar processos e garantir maior efetividade na aplicação das sanções.
O s próximos passos incluem a necessidade de alinhamento entre os órgãos de segurança e o fortalecimento das políticas preventivas, com ênfase na formação continuada de agentes e na ampliação de canais de denúncia cidadã, para reverter o tendência de desconfiança institucional evidenciada no levantamento.



