Em foco no âmbito federal, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) iniciaram investigação sobre suposto esquema de lavagem de recursos envolvendo o deputado federal Mario Frias (PL-SP), a produtora do filme Dark Horse—cinebiografia política inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro—, a empresa contratada para produção do longa-metragem e uma entidade intermediária, com apurações apontando para um padrão de circulação financeira não atrelado a relações comerciais legítimas.
Contexto Institucional e Estrutura do Circuito Financeiro
A investigação da PF, conduzida pelo Grupo de Atuação Contra o Crime O rganizado (GACO), identificou fluxos monetários entre quatro atores-chave que, segundo laudo técnico de 2024, não obedecem à lógica de transações comerciais independentes, mas sim a um esquema estruturado para fragmentar e reintroduzir recursos dentro de um mesmo núcleo operacional; os valores movimentados, estimados em R$ 8,7 milhões entre janeiro e outubro de 2023, foram transferidos por meio de contas vinculadas a empresas de fachada e órgãos públicos estaduais, segundo relatório sigiloso obtido pela reportagem.
Conforme apuração da Diretoria de Repressão ao Crime Financeiro da PF, o padrão identificado — caracterizado por entradas e saídas cíclicas entre entidades controladas por aliados políticos — é reiterativo em casos anteriores de corrupção sistêmpherizada por intermediários institucionais, indicando que o caso Mario Frias pode representar uma variante moderna de práticas já observadas em processos judiciais como o do casal PCC na Assembleia Legislativa de São Paulo.
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