Na quinta-feira (15), a Polícia Federal deflagrou a oitava fase da O peração Unha e Carne, que apura um esquema de lavagem de dinheiro movimentando mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos por meio de uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro, resultando na prisão de seis pessoas, incluindo o deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), ex-secretário Marcus Vinicius Amim Fernandes e três policiais civis de Belford Roxo, além da suspensão de 112 empresas, sendo 96 postos de combustíveis, com sequestro de bens e valores.
Contexto Institucional e Evidências Apuradas
A investigação, fundamentada em relatórios de inteligência financeira do Coaf e coordenada pela PF, revelou que a estrutura criminosa utilizava uma rede de empresas do setor de combustíveis para dissimular a origem dos recursos e o patrimônio dos envolvidos, com registros comerciais frequentemente realizados em nome de terceiros para dificultar a rastreabilidade.
Conforme apuração da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, as atividades ilícitas envolveram a movimentação sistemática de recursos por meio da operação de 96 postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro, com buscas realizadas em imóveis residenciais em Niterói, Itaipava, Região Serrana e Angra dos Reis, onde foram apreendidos R$ 40 mil em espécie escondidos em adega, veículos de luxo, relógios valiosos e armas, incluindo apreensão anterior vinculada ao deputado Canella.
Mais de R$ 7,6 bilhões movimentados ao longo de seis anos por uma rede de postos de combustíveis envolvendo altos cargos públicos e agentes da segurança pública.
Repercussão Jurídica e Mobilização Institucional
A Justiça determinou a suspensão imediata das atividades das 112 empresas investigadas e autorizou o sequestro preventivo dos bens apreendidos, enquanto a Corregedoria-Geral da Polícia Civil afirmou manter apoio integral à operação da Polícia Federal sem tolerância a desvios disciplinares ou administrativos.
O advogado Thiago Minagé aguarda acesso ao cliente Marcus Amim e à decisão judicial para prestar esclarecimentos, e o defensor Ubiratan Guedes representando os irmãos Christiano e Giovanni Gaspar Fernandes também busca contato com os investigados para eventual defesa.



