A Audi, marca de luxo do Grupo Volkswagen, anunciou em outubro a construção de sua primeira fábrica de montagem nos Estados Unidos, localizada perto de Macon, no estado da Geórgia. O empreendimento, orçado em US$ 4 bilhões, deve começar a operar no início da próxima década com capacidade para produzir 200 mil SUVs anualmente e gerar 4.500 empregos.
Documentos divulgados pela Autoridade de Desenvolvimento Mid-Georgia Gateway indicam que a companhia considera uma segunda fase do projeto, com custo adicional de US$ 3 bilhões e criação de mais 3 mil postos de trabalho até 2033. O estado oferecerá o terreno de 1.500 acres, US$ 458 milhões em incentivos fiscais e mais de US$ 120 milhões em subsídios para infraestrutura, além de outros US$ 430 milhões destinados a água, vias, serviços públicos e treinamento de mão de obra.
A Reuters reportou que o governo do presidente Donald Trump prometeu isenção tarifária à Audi para viabilizar o futuro da unidade. Autoridades americanas sinalizaram aos executivos da montadora que há planos para conceder ampla isenção de tarifas a fabricantes que realizem investimentos significativos na produção local.
Fontes familiarizadas com o assunto disseram que a Audi solicitou a redução da tarifa de importação de veículos da União Europeia dos atuais 15% para 7,5%, embora se espere que o Departamento de Comércio dos EUA aceite algo próximo a 10%. O programa de alívio tarifário tem como objetivo estimular as montadoras a expandir a produção nos Estados Unidos ou realizar outros investimentos no país.
As tarifas impostas pelo governo Trump sobre automóveis, aço, alumínio e peças custaram cerca de € 1,2 bilhão (US$ 1,4 bilhão) à Audi no ano passado, já que todos os veículos vendidos no mercado americano são importados da Europa ou do México.



