Em 24 de abril de 2025, o ministro das Finanças do Irã, Ali Madanizadeh, rebateu categoricamente as novas sanções secundárias dos Estados Unidos, classificando-as como fracasso estratégico e confirmando que Teerã havia antecipado o plano de dois anos para resistir à pressão econômica máxima.
Contexto Institucional e Estratégico da Resposta Iraniana
O ministro destacou que Teerã já havia mapeado as vulnerabilidades econômicas e dispunha de um plano estruturado para contornar as sanções, com foco em setores-chave como tecnologia, finanças digitais e comércio exterior, além de manter canais alternativos de comércio para mitigar o impacto das medidas restritivas.
O governo iraniano ressaltou a necessidade de combater pressões inflacionárias e de estabilizar a moeda nacional diante do cenário de sanções prolongadas, reforçando sua assertividade em não se restringir à defesa passiva, mas a responder com equivalência geopolítica e econômica.
Teerã afirmou possuir plano de dois anos para enfrentar as sanções dos EUA, que atingem cinco setores estratégicos e cerca de 60 entidades ligadas à economia iraniana.
Repercussão Internacional e Desdobramentos Econômicos
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, enquadrou a medida como 'Dia D econômico' e 'ofensiva', reiterando que o alcance das sanções não exclui nenhum ator global e que a pressão sobre a China — principal importadora de petróleo iraniano — visa limitar a circulação financeira que sustenta o programa nuclear do Irã.
Especialistas apontam que o retrocesso nos preços do petróleo após duas semanas de alta reflete a eficácia da estratégia de corte de fluxos financeiros, enquanto Pequim rejeita a abordagem coercitiva, defendendo o diálogo multilateral como único caminho viável para a estabilidade regional.



