Na manhã de 28 de setembro, uma jovem de 17 anos foi agredida com uma garrafa de vidro dentro do vagão feminino do Metrô de Ceilândia (DF), em um episódio que reacendeu o debate sobre segurança pública em transportes coletivos e o cumprimento de medidas cautelares judiciais.
Contexto Institucional e Histórico dos Desafios no Metrô-DF
A apuração realizada pelo Metrô-DF e confirmada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) aponta que o agressor, Marcos Augusto Pereira de Souza, 24 anos, já possuía histórico de condutas violentas e descumprimento de medidas judiciais, tendo sido condenado previamente a oito meses de prisão em regime semiaberto por atos semelhantes, incluindo xingar e desacatar seguranças, morder o dedo de um agente e agredir mulheres no mesmo tipo de vagaço.
O caso recente, ocorrido por volta das 6h20, revelou a persistência de riscos estruturais no sistema metroviário: o réu, que vive em situação de rua e é conhecido por problemas psicológicos, violou novamente a proibição judicial de frequentar estações e vagões do Metrô, cometendo pelo menos oito infrações desde a sentença de 2021.
O ataque provocou cortes e perfurou a jugular externa da vítima, a poucos milímetros de causar uma lesão fatal.
Repercussão Jurídica e Medidas Preventivas
A Polícia Civil do Distrito Federal autuou o suspeito na 23ª Delegacia de Polícia (P Sul) por tentativa de latrocínio, crime que prevê pena máxima de 20 anos de reclusão, dependendo da comprovação da intenção roubista seguida de violência grave.
O Colégio Militar Dom Pedro II e o Corpo de Bombeiros do DF reiteraram, por meio de notas oficiais, o apoio integral à família da vítima, enquanto o Metrô-DF ressaltou a adoção imediata de medidas para garantir a integridade dos usuários femininos.



