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TRE diz que urnas foram fechadas, mas eleitora conseguiu votar após as 17h

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 19:10
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TRE diz que urnas foram fechadas, mas eleitora conseguiu votar após as 17h
Fatos Rápidos da Notícia
  • No Centro de Ensino Médio Elefante Branco (CEMEB), na 908 Sul, Jennifer Bombonati conseguiu votar após a prorrogação do horário de votação. Ela estava viajando de carro e, ainda na estrada, havia solicitado a justificativa eleitoral. Ao saber da decisão que estendeu a votação, mudou os planos, foi até a escola, e conseguiu registrar o voto. “Estava chegando em Brasília e sabia que não ia dar tempo de chegar e votar. Quando eu descobri, corri para cá e consegui entrar para votar. Fiquei muito feliz”, diz. No mesmo colégio, a advogada Priscila Paz Godoy, da Federação Brasil da Esperança, percorreu seções eleitorais para informar os mesários sobre a decisão do STF. Segundo ela, uma das presidentes de seção relatou ter recebido por WhatsApp uma orientação atribuída ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para encerrar a votação, mas sem ofício ou documento oficial.Priscila afirmou que também conversou com um supervisor, que relatou ter recebido a mesma orientação pelo aplicativo de mensagens. Diante da situação, a advogada disse que a equipe jurídica da federação orientou os responsáveis a registrar em ata o recebimento da mensagem e a ocorrência, mesmo após informar sobre a decisão judicial que prorrogou a votação.A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, de estender o horário de votação do segundo turno das Eleições de 2026 até as 19h, provocou dúvidas em locais de votação no DF.Pouco depois do anúncio, feito por volta das 17h, os equipamentos já estavam desligados, boletins de urna emitidos e cartuchos retirados na Escola Classe 403 Norte, na Asa Norte. Os responsáveis pelas seções aguardavam orientações sobre como proceder.Uma das responsáveis por uma seção na zona eleitoral informou ter recebido uma determinação que, segundo ela, teria partido da juíza da 14ª Zona Eleitoral, para que os trabalhos fossem encerrados normalmente às 17h, sem prorrogação.Mesmo diante da decisão anunciada pelo ministro do STF que determinava a ampliação do prazo em todo o país, os responsáveis pela seção, mesários e fiscais enfrentaram incerteza sobre como prosseguir.O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), por sua vez, informou que não prorrogaria o horário no DF, sob o argumento de que não houve tempo hábil para comunicar todas as seções e de que parte das urnas já havia transmitido os dados da votação.Eleitora chegou após as 17h e foi embora sem votarEntre as pessoas afetadas pela situação, está a enfermeira Mahartha de Figueiredo. Ela estava em deslocamento de Recife para Brasília e tinha uma viagem programada para chegar à capital às 15h.Segundo o relato, ela e o marido receberam uma mensagem perguntando se aceitariam embarcar às 13h. O casal, porém, chegou ao aeroporto apenas às 16h50 em Brasília e correu para tentar votar.Mahartha chegou à Escola Classe 403 Norte pouco depois das 17h. Ela permaneceu no local por um período, mas, após o comunicado sobre o encerramento da votação, foi embora sem conseguir registrar o voto.A decisão de Zanin havia sido anunciada pouco depois do horário previsto para o fechamento das urnas. O ministro determinou que o recebimento dos votos fosse prorrogado até as 19h, no horário de Brasília, em todas as seções eleitorais do país. Depois, retificou a decisão, determinando que a votação prosseguisse apenas nas seções onde as urnas ainda não tivessem sido lacradas.A medida atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), motivado por relatos de dificuldades no transporte de eleitores em diferentes estados. O Partido Liberal também entrou com um pedido semelhante, alegando prejuízo nas zonas eleitorais de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.Na escola, uma das fiscais afirmou que permaneceria no local para continuar tentando garantir o cumprimento da orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apesar da determinação que, segundo relato de uma responsável pela seção, havia sido repassada pela juíza da zona eleitoral.
Resumo Editorial

No Centro de Ensino Médio Elefante Branco (CEMEB), na 908 Sul, Jennifer Bombonati conseguiu votar após a prorrogação do horário de votação. Ela estava viajando de carro e, ainda na estrada, havia solicitado a justificativa eleitoral. Ao saber da decisão que estendeu a votação, mudou os planos, foi até a escola, e conseguiu registrar o voto. “Estava chegando em Brasília e sabia que não ia dar tempo de chegar e votar. Quando eu descobri, corri para cá e consegui entrar para votar. Fiquei muito feliz”, diz. No mesmo colégio, a advogada Priscila Paz Godoy, da Federação Brasil da Esperança, percorreu seções eleitorais para informar os mesários sobre a decisão do STF. Segundo ela, uma das presidentes de seção relatou ter recebido por WhatsApp uma orientação atribuída ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para encerrar a votação, mas sem ofício ou documento oficial.Priscila afirmou que também conversou com um supervisor, que relatou ter recebido a mesma orientação pelo aplicativo de mensagens. Diante da situação, a advogada disse que a equipe jurídica da federação orientou os responsáveis a registrar em ata o recebimento da mensagem e a ocorrência, mesmo após informar sobre a decisão judicial que prorrogou a votação.A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, de estender o horário de votação do segundo turno das Eleições de 2026 até as 19h, provocou dúvidas em locais de votação no DF.Pouco depois do anúncio, feito por volta das 17h, os equipamentos já estavam desligados, boletins de urna emitidos e cartuchos retirados na Escola Classe 403 Norte, na Asa Norte. Os responsáveis pelas seções aguardavam orientações sobre como proceder.Uma das responsáveis por uma seção na zona eleitoral informou ter recebido uma determinação que, segundo ela, teria partido da juíza da 14ª Zona Eleitoral, para que os trabalhos fossem encerrados normalmente às 17h, sem prorrogação.Mesmo diante da decisão anunciada pelo ministro do STF que determinava a ampliação do prazo em todo o país, os responsáveis pela seção, mesários e fiscais enfrentaram incerteza sobre como prosseguir.O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), por sua vez, informou que não prorrogaria o horário no DF, sob o argumento de que não houve tempo hábil para comunicar todas as seções e de que parte das urnas já havia transmitido os dados da votação.Eleitora chegou após as 17h e foi embora sem votarEntre as pessoas afetadas pela situação, está a enfermeira Mahartha de Figueiredo. Ela estava em deslocamento de Recife para Brasília e tinha uma viagem programada para chegar à capital às 15h.Segundo o relato, ela e o marido receberam uma mensagem perguntando se aceitariam embarcar às 13h. O casal, porém, chegou ao aeroporto apenas às 16h50 em Brasília e correu para tentar votar.Mahartha chegou à Escola Classe 403 Norte pouco depois das 17h. Ela permaneceu no local por um período, mas, após o comunicado sobre o encerramento da votação, foi embora sem conseguir registrar o voto.A decisão de Zanin havia sido anunciada pouco depois do horário previsto para o fechamento das urnas. O ministro determinou que o recebimento dos votos fosse prorrogado até as 19h, no horário de Brasília, em todas as seções eleitorais do país. Depois, retificou a decisão, determinando que a votação prosseguisse apenas nas seções onde as urnas ainda não tivessem sido lacradas.A medida atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), motivado por relatos de dificuldades no transporte de eleitores em diferentes estados. O Partido Liberal também entrou com um pedido semelhante, alegando prejuízo nas zonas eleitorais de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.Na escola, uma das fiscais afirmou que permaneceria no local para continuar tentando garantir o cumprimento da orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apesar da determinação que, segundo relato de uma responsável pela seção, havia sido repassada pela juíza da zona eleitoral.

No Centro de Ensino Médio Elefante Branco (CEMEB), na 908 Sul, Jennifer Bombonati conseguiu votar após a prorrogação do horário de votação. Ela estava viajando de carro e, ainda na estrada, havia solicitado a justificativa eleitoral. Ao saber da decisão que estendeu a votação, mudou os planos, foi até a escola, e conseguiu registrar o voto. “Estava chegando em Brasília e sabia que não ia dar tempo de chegar e votar. Quando eu descobri, corri para cá e consegui entrar para votar. Fiquei muito feliz”, diz. No mesmo colégio, a advogada Priscila Paz Godoy, da Federação Brasil da Esperança, percorreu seções eleitorais para informar os mesários sobre a decisão do STF. Segundo ela, uma das presidentes de seção relatou ter recebido por WhatsApp uma orientação atribuída ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para encerrar a votação, mas sem ofício ou documento oficial.Priscila afirmou que também conversou com um supervisor, que relatou ter recebido a mesma orientação pelo aplicativo de mensagens. Diante da situação, a advogada disse que a equipe jurídica da federação orientou os responsáveis a registrar em ata o recebimento da mensagem e a ocorrência, mesmo após informar sobre a decisão judicial que prorrogou a votação.A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, de estender o horário de votação do segundo turno das Eleições de 2026 até as 19h, provocou dúvidas em locais de votação no DF.Pouco depois do anúncio, feito por volta das 17h, os equipamentos já estavam desligados, boletins de urna emitidos e cartuchos retirados na Escola Classe 403 Norte, na Asa Norte. Os responsáveis pelas seções aguardavam orientações sobre como proceder.Uma das responsáveis por uma seção na zona eleitoral informou ter recebido uma determinação que, segundo ela, teria partido da juíza da 14ª Zona Eleitoral, para que os trabalhos fossem encerrados normalmente às 17h, sem prorrogação.Mesmo diante da decisão anunciada pelo ministro do STF que determinava a ampliação do prazo em todo o país, os responsáveis pela seção, mesários e fiscais enfrentaram incerteza sobre como prosseguir.O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), por sua vez, informou que não prorrogaria o horário no DF, sob o argumento de que não houve tempo hábil para comunicar todas as seções e de que parte das urnas já havia transmitido os dados da votação.Eleitora chegou após as 17h e foi embora sem votarEntre as pessoas afetadas pela situação, está a enfermeira Mahartha de Figueiredo. Ela estava em deslocamento de Recife para Brasília e tinha uma viagem programada para chegar à capital às 15h.Segundo o relato, ela e o marido receberam uma mensagem perguntando se aceitariam embarcar às 13h. O casal, porém, chegou ao aeroporto apenas às 16h50 em Brasília e correu para tentar votar.Mahartha chegou à Escola Classe 403 Norte pouco depois das 17h. Ela permaneceu no local por um período, mas, após o comunicado sobre o encerramento da votação, foi embora sem conseguir registrar o voto.A decisão de Zanin havia sido anunciada pouco depois do horário previsto para o fechamento das urnas. O ministro determinou que o recebimento dos votos fosse prorrogado até as 19h, no horário de Brasília, em todas as seções eleitorais do país. Depois, retificou a decisão, determinando que a votação prosseguisse apenas nas seções onde as urnas ainda não tivessem sido lacradas.A medida atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), motivado por relatos de dificuldades no transporte de eleitores em diferentes estados. O Partido Liberal também entrou com um pedido semelhante, alegando prejuízo nas zonas eleitorais de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.Na escola, uma das fiscais afirmou que permaneceria no local para continuar tentando garantir o cumprimento da orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apesar da determinação que, segundo relato de uma responsável pela seção, havia sido repassada pela juíza da zona eleitoral.

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