No domingo, durante a manhã, a Polícia Militar de Ananindeua realizou uma operação de contenção em um posto de combustível após receber denúncia sobre aglomeração e possível distribuição irregular de gasolina para apoiadores da campanha do vereador Fabrício Miranda, candidato a deputado estadual, fato que gerou apreensão de listas com nomes e placas de veículos, um computador e dois celulares, sob alegação de prática que pode configurar crime eleitoral.
Contexto Institucional e Procedimentos Apuratórios
A notificação da intervenção policial, conforme relatado pela Polícia Militar à redação do Estado do Pará O nline, ocorreu após o recebimento de denúncia sobre uma concentração em um estabelecimento localizado no centro da cidade, onde agentes identificaram indícios de fornecimento coordenado de combustível com base em planilhas contendo identificação de proprietários de veículos e registros de abastecimentos.
Conforme documentação da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará e apurações jornalísticas em curso, os materiais apreendidos — compostos por listas manuscritas ou digitais com dados de placas, nomes e horários — serão submetidos à análise da Justiça Eleitoral para verificar se houve abuso na utilização de recursos públicos ou infração às normas estabelecidas pela Resolução TSE nº 23.610/2019, que regulamenta atos políticos em período eleitoral.
Mais de 15 veículos foram identificados nas listas apreendidas no posto, indicando possível coordenação logística para abastecimento político
Repercussão O ficiosa e Desdobramentos Jurídicos
A campanha de Fabrício Miranda rebateu as acusações por meio de nota oficial, afirmando que a atividade foi autorizada pela legislação eleitoral e que o fornecimento de combustível obedecia às diretrizes da Resolução TSE nº 23.607/2019, que trata do uso de recursos particulares em eventos políticos.
As autoridades competentes, incluindo o delegado responsável pelo caso e o Ministério Público Eleitoral, devem determinar se houve crime contra a ordem democrática ou uso indevido de vantagens econômicas em campanha, com possibilidade de aplicação de sanções previstas no Código Eleitoral.



