Na madrugada de sexta-feira (4), durante fiscalização de atividades de mineração em área de difícil acesso às margens da rodovia MG-356, na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima, a deputada federal Duda Salabert (PSOL) e seu assessor, Felipe Gomes, foram alvo de uma violenta tentativa de homicídio após a constatação de indícios de extração ilegal de minério.
Apuração dos Fatos e Caracterização do Ataque
De acordo com o relato oficial da parlamentar, os dois foram surpreendidos por um grupo de indivíduos armados que se encontrava no local ao investigar movimentações suspeitas de extração irregular, com a intenção inicial de documentar o fato e notificar os órgãos competentes; os agressores, descritos como portadores de radiocomunicadores e vinculados a estrutura de monitoramento clandestino, empregaram socos, chutes e ameaças verbais, resultando em luxação do ombro direito de Duda Salabert, ferimentos corporais em Felipe Gomes e destruição dos dispositivos móveis das vítimas, conforme constatado pela Polícia Militar que acionou-se no local.
A apuração revela que o incidente ocorreu após denúncias prévias sobre supostas atividades ilícitas na região, com a estrutura encontrada pelas autoridades caracterizada por combustível, aparelhos eletrônicos e ponto elevado para observação das rotas de acesso, indicando plano organizado de exploração não autorizada do recurso mineral.
Duda Salabert sofreu luxação no ombro direito e outros ferimentos corporais após ser agredida durante fiscalização de mineração ilegal.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A deputada formalizou a ocorrência como tentativa de homicídio em ofício à Polícia Civil e ao Ministério Público, exigindo apuração rigorosa para identificar os autores e apurar a origem da estrutura utilizada no local, enquanto o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados anunciou a abertura de procedimento para avaliar a necessidade de medidas protecionistas para parlamentares que atuem em áreas de risco.
As autoridades já iniciaram inquérito para apurar responsabilidades criminais, com possibilidade de enquadramento como crime hediondo devido à violência exercida contra agente público durante exercício funcional.



