No segundo trimestre, o crescimento econômico desacelerou para 0,5%, diante da queda de 0,4% no consumo das famílias, que interrompeu dois trimestres consecutivos de expansão, enquanto a dívida pública atingiu 82,5% do PIB, seu maior nível desde abril de 2021.
Contexto Institucional e Análise Econômica da Desaceleração
O recuo de 0,4% no consumo das famílias no segundo trimestre, conforme os dados do IBGE, representou um dos principais fatores para a desaceleração do PIB, que registrou expansão de apenas 0,5% em comparação aos 1,1% registrados no trimestre anterior, entre janeiro e março. A análise dos componentes da demanda revela que o setor de serviços, responsável por cerca de 70% da economia e maior fonte de emprego, expandiu-se apenas 0,2%, marcando queda em relação aos 0,5% do trimestre imediatamente anterior. Enquanto isso, a agropecuária manteve crescimento acelerado de 2,8%, impulsionado pela pecuária e pela recuperação da produção de soja e café, apesar das contrações expressivas registradas no arroz (-11,3%), algodão (-6,7%) e milho (0,0%). A indústria também contribuiu negativamente à dinâmica do PIB ao registrar apenas 0,1% de crescimento no trimestre em análise, com destaque para o avanço de 3,4% nas indústrias extrativas.
A conjuntura macroeconômica apresenta indicadores contraditórios: embora o desemprego tenha recuado para 5,3%, sua menor taxa em sete anos reflita maior empregabilidade; no entanto, o endividamento doméstico permanece elevado em 49,8%, conforme o Banco Central. A Selic mantida em 14% ao ano continua a pressionar o crédito e o consumo. O orçamento público projeta salário mínimo de R$ 1.741 e PIB médio de 2,46% para 2027. Além disso, a dívida pública alcançou patamar histórico desde abril de 2021.
A dívida pública atingiu 82,5% do PIB em julho de 2025, maior nível registrado desde abril de 2021.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
O Ministério da Economia afirmou que a desaceleração do consumo reflete a combinação entre juros altos e incerteza fiscal.
Enquanto isso, o governo mantém postura técnica diante da pressão por estímulo à demanda sem comprometer metas fiscais.



