Manaus amanheceu, nesta segunda-feira (12), sob uma espessa camada de fumaça proveniente de queimadas generalizadas na região amazônica, que já atingem seu quinto dia consecutivo de deterioração ambiental, conforme registrado pela plataforma internacional IQAir; o índice de qualidade do ar (AQI⁺) alcançou 195, classificado como "insalubre", com concentração de partículas finas PM2.5 chegando a 123 microgramas por metro cúbico, enquanto o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apurou níveis ainda mais críticos em bairros como Armando Mendes, onde as concentrações chegaram a 218,2 µg/m³, configurando uma crise sanitária e ambiental sem precedentes na região.
Contexto Ambiental e Desafios da Fiscalização na Amazônia
As autoridades ambientais mantêm um perfil de monitoramento contínuo desde o início da crise, com dados cruzados entre o Selva, que registra variações regionais, e o sistema global da IQAir, que aponta Manaus como a cidade com pior qualidade do ar do país há cinco dias consecutivos; os registros indicam que as queimadas ocorrem em áreas de fácil acesso e em zonas de expansão urbana, com indícios de prática sistemática em terrenos de pequeno e médio porte, dificultando a identificação precisa dos responsáveis.
Antecedentes recentes revelam aumento significativo de focos de calor detectados por satélites nos últimos meses no Amazonas, com crescimento exponencial entre janeiro e maio, segundo o INPE; mesmo com a criação de mecanismos de combate ao desmatamento ilegal e às queimadas, a fiscalização ainda enfrenta limitações estruturais em áreas remotas, especialmente diante da ausência de ativismo nacional ou internacional relevante até o momento.
O índice de poluição do ar em Manaus atingiu 218,2 µg/m³ de partículas finas (PM2.5) no bairro Armando Mendes, considerado 'péssimo' pela Selva da UEA.
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Repercussão Institucional e Respostas O ficiais ao Pânico Ambiental.
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O Governo Federal conduziu sobrevoo na manhã do domingo (11) com representantes do Ministério da Justiça, da Defesa e do Ministério do Meio Ambiente para inspecionar áreas críticas em Autazes e outros municípios afetados; a comitiva constatou indícios concretos de queimadas criminosas dentro da mata nativa, caracterizando violação à Lei nº 6.938/81 (Crime Ambiental), e acionou equipes da Força Nacional para reforçar o monitoramento terrestre e aéreo das regiões em risco., As declarações oficiais reforçam a urgência da situação: o ministro Ricardo Barros afirmou que 'a prioridade é garantir a segurança pública e acelerar as investigações para responsabilizar os autores das chamas', enquanto a Controladoria-Geral da União (CGU) sinaliza abertura de inquérito para apurar possível envolvimento de agentes públicos ou privados no esquema ilícito.
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O prazo máximo para instauração formal de inquérito policial é de 30 dias a partir da constatação dos indícios de crime ambiental apurado pela Comissão Interministerial.



