A avaliação da Bridgewater Associates, um dos maiores fundos de hedge do mundo, de que o resultado da eleição presidencial brasileira será determinante para definir se o país conseguirá atrair capital estrangeiro e revertê-la poupança doméstica aos ativos locais, insere-se em um contexto de profunda incerteza sobre a trajetória das contas públicas e das reformas estruturais, com a analista Zeina Latif, sócia-diretora da Gibraltar Consulting, destacando que o cenário depende não apenas da orientação do presidente eleito, mas também da viabilidade política de suas medidas.
Diagnóstico Institucional e Desafios Fiscais para a Atração de Investimento
A Bridgewater Associates, um dos maiores fundos de hedge do mundo, avalia que o resultado da eleição presidencial brasileira determinará se o país atrairá capital estrangeiro e reverterá a poupança doméstica aos ativos locais, colocando o Brasil em foco central para os mercados financeiros globais.
Segundo Zeina Latif, sócia-diretora da Gibraltar Consulting, citada na entrevista ao em 1º de novembro, o potencial de crescimento econômico do Brasil está estimado em 2% a 2,5% ao ano, abaixo da média global de 3% a 3,5%, devido à baixa qualidade do gasto público e à necessidade urgente de ajustes fiscais para garantir estabilidade macroeconômica.
O potencial de crescimento econômico do Brasil está estimado em 2% a 2,5% ao ano, abaixo da média global de 3% a 3,5%
Repercussão Política e Caminhos para as Reformas
Zeina Latif ressalta que a materialização de reformas depende da convicção do presidente eleito e de sua capacidade política para negociar um pacote de medidas com o Congresso Nacional, alertando que a rigidez orçamentária elevada e as emendas parlamentares obrigatórias limitam a margem de negociação.
Ao analisar o cenário com mais profundidade, ela aponta que nenhum dos candidatos nega a necessidade de ajuste fiscal, mas diferencia as abordagens — uma mais acelerada e outra mais gradualista —, reforçando que a sinalização fiscal pós-eleição será o principal indicador para o mercado avaliar a nota de crédito do país.



