A família do engenheiro ambiental Marcelo Oliveira Rocha autorizou a doação de órgãos do jovem de 28 anos, que morreu após ser agredido durante um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Santos, litoral de São Paulo. Em entrevista à CNN Brasil, o pai do engenheiro relatou que a decisão foi unânime, pois acreditam que Marcelo concordaria com a atitude de ajudar o próximo. Foram doados o rim, pâncreas, fígado e as córneas, beneficiando quatro pessoas na fila de espera por transplantes.
Marcelo foi enterrado na última quarta-feira (28) no Cemitério Congonhas, na zona Sul da capital paulista. Ele era estudante de mestrado e formado em Engenharia Ambiental pela Unifesp. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o jovem foi abordado por um grupo que roubou seus pertences e o agrediu enquanto ele se afastava dos amigos para ir ao banheiro durante uma apresentação musical da banda Esquerdantina.
O engenheiro foi socorrido pelo Samu e levado inicialmente à Santa Casa de Santos, sendo posteriormente transferido para o Hospital São Paulo, onde a morte cerebral foi confirmada na segunda-feira (26) devido a lesões na cabeça. A Polícia Civil apreendeu dois adolescentes suspeitos e identificou outros cinco jovens e dois adultos envolvidos no crime. O caso é investigado como latrocínio, e o pai da vítima aponta possível motivação política e homofóbica para a agressão.



