Na quarta-feira (9/9), o vereador e presidente da Câmara Municipal de Sumaré, Hélio Pereira da Silva, foi preso em operação da Força Integrada de Combate ao Crime O rganizado (Ficco), que apura indícios de financiamento, armazenamento e comercialização de drogas em municípios do interior de São Paulo e Minas Gerais, culminando na decretação de prisão preventiva e execução de 11 ordens de busca e apreensão.
Contexto Institucional e Investigação da O peração Archimagus
A ação deflagrada pela Ficco, com apoio do 1º e 10° Batalhões de Ações Especiais (Baep), da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público de São Paulo (MPSP), resultou na prisão preventiva de Hélio Pereira da Silva, parlamentar licenciado para concorrer a deputado federal pelo Cidadania, após indícios de envolvimento com esquemas de tráfico de drogas em Sumaré, Vinhedo, Campinas e Jacutinga.
A investigação, identificada como O peração Archimagus, revelou uso presumível de imóveis de pessoas jurídicas para armazenamento e logística do tráfico, com financiamento derivado de recursos ilícitos, configurando possível crime contra a saúde pública e lavagem de activos.
O patrimônio do vereador aumentou 5,6 vezes entre 2024 e 2026, passando de R$ 201.9 mil para R$ 1.13 milhão.
Repercussão Política e Desdobramentos Jurídicos
O partido Cidadania suspendeu imediatamente as atividades do vereador após a notícia da prisão, afirmando estar 'surpreendido' e reforçando o compromisso com a 'ampla defesa', sem, entretanto, admitir qualquer vínculo institucional ao caso.
A Câmara Municipal de Sumaré declarou que a investigação tem caráter pessoal e não afeta suas atividades institucionais, enquanto o juiz responsável pela medida decretou a prisão preventiva como medida cautelar para garantia da ordem pública e da efetivação das investigações.



