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Política

Boicote a comércios após vitória de Lula chega à PGR e à PF

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 19:34
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Boicote a comércios após vitória de Lula chega à PGR e à PF
Fatos Rápidos da Notícia
  • Listas com nomes de comerciantes, profissionais e trabalhadores identificados como apoiadores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a circular após o segundo turno, com apelos para boicote, demissões e recusa de contratação.
  • A CNN teve acesso a uma das listas que circulam no interior de São Paulo. O material reúne dezenas de estabelecimentos e profissionais de diferentes setores, como restaurantes, lojas e prestadores de serviços, apontados como apoiadores de Lula. Há registros de listas em Tanabi, São José do Rio Preto, Mirassol e Votuporanga.
Resumo Editorial

Listas com nomes de comerciantes, profissionais e trabalhadores identificados como apoiadores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a circular após o segundo turno, com apelos para boicote, demissões e recusa de contratação.

Listas com nomes de comerciantes, profissionais e trabalhadores identificados como apoiadores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a circular após o segundo turno, com apelos para boicote, demissões e recusa de contratação.

A CNN teve acesso a uma das listas que circulam no interior de São Paulo. O material reúne dezenas de estabelecimentos e profissionais de diferentes setores, como restaurantes, lojas e prestadores de serviços, apontados como apoiadores de Lula. Há registros de listas em Tanabi, São José do Rio Preto, Mirassol e Votuporanga.

Em Tanabi, cerca de 40 comerciantes, empresários e profissionais liberais foram incluídos nas relações. Mensagens que acompanham o material incentivam a inclusão de novos nomes e chegam a sugerir que consumidores façam compras em outras cidades para evitar negócios associados a eleitores de Lula.

O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e outros parlamentares apresentaram à PGR (Procuradoria-Geral da República), à PF (Polícia Federal) e ao MPT (Ministério Público do Trabalho) uma notícia de fato pedindo uma investigação de âmbito nacional. O documento reúne episódios registrados em ao menos oito unidades da Federação.

Os parlamentares querem saber se a circulação quase simultânea e a semelhança entre as listas indicam algum tipo de articulação. Pedem que sejam comparados textos, imagens e metadados para identificar uma possível origem comum, os primeiros responsáveis pela divulgação e eventuais administradores compartilhados entre grupos.

A representação também pede a apuração de eventual participação ou financiamento de estruturas político-eleitorais. O documento ressalva que, até agora, os elementos reunidos não permitem atribuir responsabilidade a uma pessoa ou grupo específico.

Há precedente em São Paulo. Em Cafelândia, dois responsáveis por uma lista de boicote divulgada nas eleições de 2022 foram condenados pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em 2025, pelo crime de perseguição.

A apuração busca agora saber se as listas que surgiram em diferentes cidades são iniciativas locais semelhantes ou se há conexões entre os responsáveis pela produção e pela distribuição do material.

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