Milhões de cidadãos votam nas chamadas Midterms para decidir quem comandará o Congresso dos Estados Unidos. Ao contrário do Brasil, o país não possui uma instituição central, como o Tribunal Superior Eleitoral, para coordenar todo o processo, sendo que cada estado estabelece suas próprias regras sobre votação e apuração.
Essa descentralização faz com que o tempo para divulgação dos resultados varie significativamente. Enquanto algumas regiões divulgam dados rapidamente, estados como a Califórnia podem levar semanas para concluir a contagem, pois aceitam cédulas com carimbo postal datado até o dia da eleição, mesmo que cheguem posteriormente.
Não há uma norma nacional que determine se a votação deve ser feita em papel ou por máquina. Dados indicam que cerca de 70% dos eleitores registrados viviam em áreas com uso predominante de cédulas de papel preenchidas manualmente, enquanto 23% estavam em regiões com dispositivos de marcação eletrônica que geram registro em papel e 7% usavam urnas eletrônicas de registro direto.
Após o encerramento da votação, milhares de voluntários transferem as cédulas e registros eletrônicos para os órgãos eleitorais locais, sob a supervisão da Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA. Os resultados são então tornados públicos pelos sites de cada condado e podem ser utilizados por grandes emissoras para projetar vencedores antes da oficialização.
Se houver solicitação de recontagem, o processo segue as leis estaduais e pode ser iniciado por candidatos, eleitores, por margem estreita de votos ou por ordem judicial. A certificação final, que atesta a precisão da contagem, varia entre estados e jurisdições locais e deve ser concluída antes da oficialização do pleito.



