Na manhã de 1º de junho de 2026, durante operação da Polícia Civil de São Paulo, foram apreendidos documentos que revelaram a existência de uma estrutura financeira complexa envolvendo Karina Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e proprietária da produtora Dark Horse, com o deputado federal Mário Frias (PL-SP), cuja atuação como sócio da Goup USA, conforme apurado em organograma escrito à mão anexado aos autos do inquérito policial, aponta como elo central em suposta 'arquitetura criminosa' que movimentou recursos públicos.
Estrutura Financeira e Apuração da O peração Policial
A apreensão do documento manual, descrito como um organograma com anotações sobre relações societárias e fluxos financeiros, ocorreu na residência de Karina Gama e foi incluído nos autos do inquérito instaurado pela Polícia Civil de São Paulo, sob coordenação da 15ª Delegacia de Polícia.
Conforme registros oficiais, o papel indicava 'Mário' como 'sócio' da 'Goup USA', entidade ligada à Dark Horse no Brasil, cujas faturas no valor de R$ 136 mil foram pagas diretamente ao deputado Mário Frias, enquanto este transferiu mais de R$ 600 mil para a conta da produtora, em movimento que gerou suspeita de lavagem de recursos e uso indevido de emendas parlamentares vinculadas ao Instituto Conhecer Brasil.
O ministro Flávio Dino determinou a retirada do sigilo processual ao encaminhar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que Mário Frias ocupava posição central na 'arquitetura criminosa' que envolvia o Go Up Entertainment, ICB e repasses irregulares de verbas públicas, conforme laudo técnico vinculado à investigação da Polícia Federal.
O deputado Mário Frias movimentou mais de R$ 600 mil para a conta da produtora Dark Horse, enquanto a empresa pagou R$ 136 mil em faturas diretamente ao parlamentar.
Repercussão Legal e Desdobramentos Institucionais
O ministro Flávio Dino destacou que o papel de Mário Frias vai além do mandato parlamentar, afirmando que ele é o principal arquiteto de um esquema que utiliza empresas como Go Up Entertainment e ICB para direcionar recursos públicos ao filme produzido pela Dark Horse.
A Justiça Federal já notificou a produção para prestar esclarecimentos sobre os fluxos financeiros identificados, enquanto o STF deve decidir sobre a admissibilidade das provas apresentadas pela PF e eventuais medidas cautelares que possam paralisar os repasses em curso.



