Em novembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes foi alvo de banquete com caviar Beluga, trufas brancas do Piemonte e vinhos franceses durante almoço organizado por Daniel Vorcaro em Campos de Jordão, evento ocorrido um mês antes da assinatura do contrato de R$ 131 milhões firmado pela esposa Viviane Barci de Moraes com o Banco Master.
Contexto Institucional e Investigação Preliminar
A apuração jornalística baseou-se em mensagens extraídas do celular do vigarista Daniel Vorcaro, que revelaram a organização do banquete em novembro de 2025 em Campos de Jordão, evento onde foram servidas iguarias luxuosas como caviar Beluga, trufas brancas do Piemonte e vinhos franceses renomados aos convivas, incluindo o ministro Moraes.
Antecedentes indicam que o contrato de R$ 131 milhões firmado em janeiro de 2024 entre Viviane Barci de Moraes e o Banco Master já apresentava irregularidades financeiras, com atrasos no pagamento de R$ 50 milhões, enquanto Vorcaro, operador financeiro suspeito, tentava fugir do país após prisão em Guarulhos em 17 de novembro de 2025.
O banquete com caviar Beluga e trufas brancas ocorreu um mês antes da assinatura do contrato milionário que envolvia a esposa do ministro.
Repercussão Jurídica e Consequências Imediatas
O Superior Tribunal Federal (STF) mantém Alexandre de Moraes no exercício do cargo, apesar da denúncia que evidencia possível influência indevida na contratação pública, com a Procuradoria-Geral da República ainda aguardando decisão sobre abertura formal de inquérito.
Viviane Barci de Moraes cancelou e refez o cancelamento dos voos da Legacy e helicóptero da Prime You em apenas sete minutos após a notícia da prisão de Vorcaro, demonstrando possível coordenação com o vigarista para ocultar movimentações financeiras.



