Entre janeiro e julho de 2025, o iFood registrou 1.188 relatos de violência contra seus entregadores, equivalente a uma média diária de 5,6 casos, dos quais cerca de 300 apresentaram motivação identificada, sendo 75% de discriminação e ameaça e 25% de agressão física, em um contexto que envolve 376 mil trabalhadores da categoria no país, conforme dados do IBGE.
Contexto Institucional e Estatístico da Violência contra Entregadores
A análise dos registros coletados pela plataforma revelou que a violência ocorre em ambiente diverso, com ocorrências que variam desde insultos e discriminação até agressões físicas, sendo a discriminação — frequentemente motivada por raça, classe social ou condição laboral — o tipo mais frequente, conforme apuração realizada pela equipe de apoio aos trabalhadores.
O levantamento do IBGE indica que os entregadores representam 20% dos aproximadamente 1,959 milhão de trabalhadores por aplicativo no Brasil em 2025, totalizando 376 mil profissionais, dos quais 585 mil atuam em serviços de entrega de comida e mercadorias, evidenciando a vulnerabilidade estrutural desses profissionais diante de confrontos com clientes.
Mais de 1.100 relatos de violência contra entregadores foram registrados pelo iFood entre janeiro e julho de 2025, com média de 5,6 casos por dia.
Repercussão Legal e Compromissos Institucionais
A plataforma anunciou a aplicação de 1.6 mil sanções a clientes e lojas responsáveis por atos violentos ou discriminatórios durante o período analisado, medida que reforça seu compromisso com a política de tolerância zero à violência, ao mesmo tempo em que busca inibir comportamentos inadequados por meio de bloqueios e penalidades previstas em seus termos de uso.
O diretor de Impacto Social do iFood, Johnny Borges, afirmou que o objetivo da nova política é garantir que 'o entregador não se sinta só' diante de casos de discriminação ou violência, visando também sensibilizar a sociedade para a importância do apoio psicológico e jurídico sem custos oferecido pela empresa.



