Na manhã de sexta‑feira, 28 de setembro de 2025, o Ministério Público Federal e a Receita Federal deram início à operação que cumpre seis mandados de busca e apreensão em João Pessoa, Recife e São Paulo, visando desmantelar o esquema de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo o grupo NSX Brasil, controlador da Betnacional, que movimentou mais de R$ 5 bilhões em 2025.
Contexto Institucional e Apuração da O peração
O Gaeco do Ministério Público Federal, com apoio técnico da Receita Federal, coordenou a diligência que alcançou residências e escritórios ligados ao grupo NSX Brasil, onde foram apreendidos documentos contábeis, extratos bancários e dispositivos eletrônicos que evidenciam a estrutura de empresas de fachada registradas em Curaçau para simular operações pré‑regulamentação no setor de apostas.
A investigação aponta que, apesar de a autorização para atuar no mercado de apostas de quota fixa ter sido concedida a partir de 2025, as atividades da Betnacional teriam sido desenvolvidas no Brasil anteriormente à regulamentação, sem o recolhimento dos tributos cabíveis e sem a devida declaração de despesas ao Fisco, prática que teria reduzido indevidamente os tributos devidos desde o início do ano‑calendário de 2025.
Mais de R$ 5 bilhões movimentados pelo grupo NSX Brasil em 2025 em operação suspeita de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Repercussão Jurídica e Estratégia Corporativa
O Grupo NSX Brasil informou que recebeu diligência da Receita Federal em seu escritório em Recife, reiterando que seus advogados ainda não tiveram acesso aos autos e que colaborará integralmente com as autoridades, já tendo entregado documentos e informações solicitadas.
A empresa reforça seu comprometimento com a conformidade legal, destacando que suas estruturas de governança, controles internos e programa de compliance são inspirados nas práticas da Flutter Entertainment, multinacional listada na New York Stock Exchange (NYSE).
Especialistas apontam que a eventual comprovação das irregularidades pode gerar sanções administrativas robustas, multas superiores a 10% do faturamento anual e a possibilidade de abertura de ação penal contra os dirigentes, além de impactos significativos no mercado de apostas regulado.



