Em entrevista concedida neste domingo (4 de outubro), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou a ausência de indícios concretos de interferência internacional no processo eleitoral em curso, destacando que a votação transcorre com normalidade, apesar da substituição parcial de urnas e das apreensões de recursos em espécie e condutas suspeitas por parte de eleitores.
Contexto Institucional e Evidências da Apuração
O ministro destacou que, até o momento, apenas 0,2% das urnas eletrônicas do país — totalizando 1.121 unidades — foram substituídas devido a falhas técnicas ou irregularidades pontuais, enquanto R$ 380 mil em espécie foram apreendidos durante diligências realizadas no domingo, indicativos de possível crime eleitoral.
As apurações internas do TSE, corroboradas por relatórios técnicos da Justiça Eleitoral e pela ausência de registros da Polícia Federal ou da Abin apontando para riscos sistemáticos, reforçam a narrativa de um pleito organizado e tecnologicamente resiliente, mesmo diante de condições climáticas adversas no Paraná e de tentativas isoladas de suborno ou fraude.
Mais de 6 milhões de novas emissões do e-título e 0,2% das urnas substituídas revelam a magnitude logística e os desafios operacionais da Justiça Eleitoral em escala nacional.
Repercussão Legal e Diretrizes Futuras
O ministro ressaltou que as 59 pessoas conduzidas à delegacia sob suspeita de crime eleitoral — entre elas 25 em flagrante — serão submetidas ao rito investigativo formal, sem prejuízo da presunção de inocência prevista na Constituição.
Nunes Marques afirmou que a preparação iniciada sob a gestão da ministra Cármen Lúcia continua consolidando bases estruturais para as eleições de 2026, com ênfase na modernização tecnológica e na capacitação dos servidores eleitorais.



