A jovem Clara Thaís Silva Maia, de 18 anos, recebeu alta hospitalar após ter a garganta cortada pelo namorado na madrugada de 26 de outubro, logo após o segundo turno das eleições presidenciais, em Umarizal, no Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada pela advogada da vítima, Helena Balmonte, à CNN Brasil, que explicou que a liberação ocorreu após boa avaliação em um exame de broncoscopia. Clara deve prestar depoimento à Polícia Civil do Rio Grande do Norte assim que se recuperar totalmente.
Segundo o registro da ocorrência, Eduardo Ronald de Souza Ferreira, também de 18 anos, chamou a Polícia Militar e confessou ter esfaqueado a namorada. Os policiais chegaram ao endereço por volta das 2h24 e encontraram a jovem ferida, com a faca utilizada no ataque ao lado dela. Fontes ouvidas pela reportagem indicam que as famílias do casal apoiavam candidatos diferentes: os parentes de Clara votavam em Lula (PT), enquanto os de Eduardo apoiavam Flávio Bolsonaro (PL). Relatos apontam que Eduardo demonstrava desprezo por opiniões contrárias às suas quando estava com primos e amigos, e pessoas próximas ao casal relataram discussões sobre os candidatos.



