O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, reiterou que as forças de Tel Aviv permanecerão no Monte Hermon e na zona de segurança síria enquanto persistirem ameaças jihadistas contra o Estado judeu, em declaração proferida durante visita surpresa ao território sírio, realizada em 25 de agosto.
Contexto Estratégico e Antecedentes da Presença Militar
A apuração jornalística confirmou que o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, realizou visita surpresa ao território sírio no dia 25 de agosto, onde afirmou categoricamente que 'não nos retiraremos do Monte Hermon ou da zona de segurança enquanto houver ameaças jihadistas contra o Estado de Israel', reforçando a postura de ocupação permanente das áreas estratégicas ocupadas desde 1967 e integralmente anexadas em 2024 após a queda do regime de Bashar al-Assad.
Antecedentes indicam que o Monte Hermon, localizado nas Colinas de Golã, é controlado por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, enquanto a zona tampão antes sob responsabilidade da O NU foi retomada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) em 2024, após a desintegração do Estado sírio centralizado sob o novo governo de Ahmed al-Sharaa.
Israel manterá suas forças no Monte Hermon e na zona de segurança síria enquanto persistirem ameaças jihadistas contra o Estado judeu, segundo ministro da Defesa
Repercussão Internacional e Implicações Jurídicas
O governo sírio condenou categoricamente a entrada do ministro israelense em seu território como violação ilegal da soberania nacional e infringência no Acordo de Desengajamento de 1974, que estabeleceu o cessar-fogo entre as duas nações décadas atrás.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio à postura israelense ao elogiar o novo líder sírio e solicitar que Israel abstenha-se de interferência militar no país.



