Em março, durante um safari promovido pelo O neSafari no Pantanal de Mato Grosso do Sul, o biólogo Lucas Morgado registrou o flagrante de um filhote de onça-pintada, denominado Mocoha, efetuando sua primeira caçada ao capturar um tatu-galinha ainda vivo, fato que foi documentado por vídeo e divulgado nas redes sociais no dia 29 de agosto.
Contexto Institucional e Evidências Documentais da Captura
O registro videoígrafo, obtido por Lucas Morgado — profissional associado ao Instituto de Pesquisas e Conservação da Vida Selvagem (IPCV) —, revelou o momento em que Mocoha, com aproximadamente um ano de idade, emboscou e tentou subjugar um tatu-galinha em área de reflorestamento misturado a propriedades rurais, sob a supervisão da mãe, monitorada por rádio colar.
As circunstâncias evidenciam a transição natural do comportamento observacional para a efetivação da caça em juvenis de onça-pintada, espécie criticamente ameaçada, cujo acompanhamento por telemetria permite o estudo de padrões de dispersão e adaptação em corredores ecológicos do Pantanal.
O filhote Mocoha, com cerca de um ano de idade, foi filmado realizando sua primeira caçada ao tatu-galinha no Pantanal de Mato Grosso do Sul em março.
Repercussão Técnica e Perspectivas Científicas sobre o Comportamento O bservado
A publicação do material por Lucas Morgado nas plataformas digitais gerou debate entre especialistas em fauna sobre a relevância do evento como indicador de maturação predatória em filhotes em fase de aprendizado, sem riscos imediatos à população humana.
Conforme o IPCV, o acompanhamento contínuo da mãe por meio do rádio colar permitirá mapear a trajetória do filhote após a separação natural, contribuindo para o entendimento das dinâmicas populacionais em zonas de interface entre conservedoria e produção agropecuária.



