A greve dos Correios de São Paulo, deflagrada em 10 de setembro, foi encerrada oficialmente nesta quinta‑feira (24/9) após deliberação em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo (Sintect‑SP), conforme confirmado pelo vice‑presidente Rogério Bueno e pelo secretário‑geral Ricardo Adriane.
Contexto da paralisação e decisão sindical
A paralisação, que durou 15 dias, paralisou o fluxo postal em todo o estado e gerou intenso debate sobre a abusividade da ação, sendo reconhecida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) como legítima, o que garantiu a compensação integral dos dias de greve aos trabalhadores e assegurou reajuste salarial de 4,09% mais manutenção das 73 cláusulas do Acordo Coletivo vigente.
O encerramento foi aprovado por unanimidade na assembleia conduzida pelos dirigentes Rogério Bueno e Ricardo Adriane, com a categoria orientada a retomar as atividades laborais a partir das 22 horas de 24/9, sinalizando a volta ao regime normal de serviços postais.
O TST reconheceu que a greve não foi abusiva e determinou o pagamento integral dos dias paralisados aos trabalhadores.
Repercussão jurídica e próximos passos
O Sintect‑SP aguarda a publicação oficial do acórdão para detalhar à categoria os termos da decisão e avançar com a análise jurídica da proposta de plano de saúde contemplada na Campanha Salarial 2026/2027.
O s Correios informam que o retorno ao trabalho deve ocorrer sem interrupções significativas, enquanto o Ministério da Economia acompanha os impactos financeiros da compensação salarial, que deverá gerar reflexos no orçamento operacional da estatal.



