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Grupo protesta em frente à Prefeitura de SP por ônibus reduzidos na eleição

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 22:10
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Grupo protesta em frente à Prefeitura de SP por ônibus reduzidos na eleição
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  • São Paulo — Um grupo de manifestantes foi à frente da Prefeitura de São Paulo, na noite desta quarta-feira (28/10), para protestar contra o número reduzido de ônibus disponibilizado no último domingo (25/10), dia em que foi realizado o segundo turno das eleições presidenciais. Também foi pedida pelos presentes a saída do prefeito Ricardo Nunes (MDB) do comando da administração municipal, em consonância com a possibilidade de impeachment levantada por partidos de oposição nos últimos dias.
  • A ação foi organizada inicialmente pelo movimento estudantil. Com o crescimento da mobilização, alguns partidos, como o PT e a UP, se juntaram ao ato. Outras duas ações com as mesmas reivindicações foram agendadas para os dias 30 e 31 de outubro, na Praça Roosevelt e na Praça Padre Manuel de Nóbrega, ambas no Centro, respectivamente.
  • Nunes tem sido alvo de ataques de oposicionistas desde o domingo, após a situação envolvendo a frota de ônibus — estiveram em circulação, no dia, 8.814 ônibus de uma frota de pouco mais de 12 mil veículos, ou cerca de 71%, mesmo número que havia sido divulgado pela coluna Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, ainda no dia do segundo turno.
Resumo Editorial

São Paulo — Um grupo de manifestantes foi à frente da Prefeitura de São Paulo, na noite desta quarta-feira (28/10), para protestar contra o número reduzido de ônibus disponibilizado no último domingo (25/10), dia em que foi realizado o segundo turno das eleições presidenciais. Também foi pedida pelos presentes a saída do prefeito Ricardo Nunes (MDB) do comando da administração municipal, em consonância com a possibilidade de impeachment levantada por partidos de oposição nos últimos dias.

São Paulo — Um grupo de manifestantes foi à frente da Prefeitura de São Paulo, na noite desta quarta-feira (28/10), para protestar contra o número reduzido de ônibus disponibilizado no último domingo (25/10), dia em que foi realizado o segundo turno das eleições presidenciais. Também foi pedida pelos presentes a saída do prefeito Ricardo Nunes (MDB) do comando da administração municipal, em consonância com a possibilidade de impeachment levantada por partidos de oposição nos últimos dias.

A ação foi organizada inicialmente pelo movimento estudantil. Com o crescimento da mobilização, alguns partidos, como o PT e a UP, se juntaram ao ato. Outras duas ações com as mesmas reivindicações foram agendadas para os dias 30 e 31 de outubro, na Praça Roosevelt e na Praça Padre Manuel de Nóbrega, ambas no Centro, respectivamente.

Nunes tem sido alvo de ataques de oposicionistas desde o domingo, após a situação envolvendo a frota de ônibus — estiveram em circulação, no dia, 8.814 ônibus de uma frota de pouco mais de 12 mil veículos, ou cerca de 71%, mesmo número que havia sido divulgado pela coluna Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, ainda no dia do segundo turno.

Na terça-feira (27/10), em coletiva de imprensa após uma agenda, Nunes rebateu as críticas e reafirmou que a oferta de ônibus na capital teria sido “muito maior do que a demanda”, além de dizer que ninguém ficou sem votar por falta de ônibus.

Câmara de SP analisará pedido de impeachment de Nunes

Uma comissão de sete vereadores da cidade de São Paulo deve começar a avaliar nesta quinta-feira (29/10) um pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes protocolado na terça por três vereadores da bancada do PSol: Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista — e lido em plenário nesta quarta.

Uma das alegações é justamente o suposto descumprimento da decisão da Justiça Eleitoral que determinou a disponibilização de 100% da frota operacional de ônibus da capital paulista no domingo. Passageiros de diversas regiões da cidade denunciaram demora do transporte coletivo.

A comissão terá até dez dias para analisar o parecer de admissibilidade do pedido. Caso ele seja admitido, ainda precisará de votação em plenário para avançar. Se não for admitido, será arquivado. A primeira reunião da Comissão Especial será nesta quinta-feira à tarde. Dada a composição com cinco vereadores aliados de Nunes e dois de oposição, a tendência é de arquivamento a jato.

Frota reduzida levou a ampliação do horário de votação

A situação dos ônibus em São Paulo foi um dos grandes marcos desta eleição, tendo sido um dos motivos para a extensão inédita do horário de votação até 19h, duas horas a mais do que o inicialmente previsto, em todo o país.

Não só a frota em geral estava circulando com contingente reduzido, mas algumas linhas, inclusive, tinham mais ônibus nas garagens do que em circulação. Foi o caso da linha Vila Carrão – Praça da Sé, atendida por 17 veículos, dos quais só um estava em circulação no início da tarde. No Rio de Janeiro, como comparação, a taxa era de 100% no mesmo horário — os ônibus em manutenção não entram na conta.

Os fatos contrariavam de forma direta a determinação da Justiça Eleitoral, emitida na sexta-feira (23/10), de que a prefeitura e a SPTrans mantivessem 100% da frota em operação no domingo, em níveis equivalentes aos de dias úteis.

Foi a partir disso que a campanha do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou pedidos no TSE e no Supremo Tribunal Federal (STF) para ampliação do horário de votação, decisão que foi alvo de críticas por parte de apoiadores da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) — ainda que o próprio Flávio também tenha pedido a extensão.

Nunes afirmou que “só não foi para a rua ônibus de motorista que não veio”

Ainda durante a coletiva de ontem, Nunes afirmou que houve uma falta de motoristas que teria sido causada pela ausência de tempo hábil na convocação dos profissionais, o que explicaria a frota reduzida no domnigo.

“Veio essa decisão [do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de circulação de 100% da frota], nós rapidamente viemos a dar cumprimento e as empresas começaram a chamar os motoristas para ir trabalhar”, explicou Nunes. Segundo ele, a notificação oficial foi recebida pela prefeitura às 13h10. Vinte e dois minutos depois, às 13h32, o despacho para as empresas responsáveis pelos ônibus da capital já havia sido enviado.

“Obviamente, em cima da hora, de sábado para domingo, lembrando que a operação começa meia-noite, as empresas tiveram poucas horas para mobilizar milhares de pessoas. Mas foi feita a solicitação. Só não foi para a rua o ônibus daquele motorista que não veio”, completou.

“Obviamente, em cima da hora, de sábado para domingo, lembrando que a operação começa meia-noite, as empresas tiveram poucas horas para mobilizar milhares de pessoas. Mas foi feita a solicitação. Só não foi para a rua o ônibus daquele motorista que não veio”, completou.

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